was successfully added to your cart.
Tag

Artículos de pintura portuguesa

Confluencias de Vieira da Silva/Arpad Szenes en el Centro Cultural Conde Duque

vieira da silva-arpad szenes

La 15ª Mostra de Cultura Portuguesa nos trae desde el día 6 de octubre al 26 de noviembre la exposición de pintura de Vieira da Silva/Aspar Szenes Confluencias en el Centro Cultural Conde Duque de Madrid.

vieira da silva-arpad szenesEn esta exposición podremos ver una selección de más de 80 obras de los dos singulares pintores María Helena Vieira da Silva y su esposo Arpad Szenes, grandes exponentes de la pintura vanguardista del siglo XX inseparables en la vida y en la pintura. Artistas de renombre a nivel internacional y con importantes exposiciones y reconocimiento en multitud de países y sin embargo poco conocidos por gran parte del público español.

Las obras seleccionadas para la exposición pertenecen a las colecciones de la Fundación Arpad Szenes-Vieira da Silva ubicada en Lisboa, a la fundación Calouste Gulbenkian, a coleccionistas privados y a Metropolitano de Lisboa, y cuenta con el apoyo de la Embajada de Portugal en Madrid y la Sociedad de comisarios y cultura para conseguir la mayor exposición hasta el momento en España sobre la obra de Vieira da Silva y Arpad Szenes.

Esta exposición nos permitirán descubrir la importancia de las obras y la creación de estos dos pintores en la escuela de París a la que ambos pertenecían así como la parte más íntima y personal de esta singular pareja de artistas.

Martes a sábados: de 10 a 14 horas y de 17:30 a 21 horas
Domingos y festivos: de 10:30 a 14 horas
Sala 1

Centro Cultural Conde Duque
Calle Conde Duque 11
28015 Madrid

La pintura en Portugal: El Siglo de Oro

Suponemos que por el hecho de ser una academia siempre tendemos a hablar más sobre libros y literatura, pero, ¿y la pintura? ¿Acaso portugal no cuenta con una obra extensa y pintores famosos y reseñables?

Pues sí la tiene, y mucha. Y de eso vamos a hablar hoy, sobre la pintura en Portugal y en especial sobre su Siglo de Oro.

Por diferentes motivos la pintura portuguesa realizada durante la edad media nunca gozo de estudio y reconocimiento, ya que la gran mayoría de obras realizadas en el período gótico desaparecieron, por lo que históricamente podemos fechar los inicios de la pintura portuguesa en el siglo XV, con la llegada a Lisboa en 1428 de Jan Van Eyck, considerado el mejor pintor flamenco de la historia, con una embajada diplomática desde Flandes a pedir la mano de la infanta Isabel hija de Juan I, en nombre de Felipe el Bueno.

La buena situación económica de Portugal en ese período y las ganas de los países del norte de Europa de expandir sus relaciones comerciales y su influencia dieron lugar a una estrecha relación económica entre los dos países que incluyó el arte, que se vio enormemente influenciado por el estilo de pintura flamenco.

En ese momento Flandes era sin ninguna duda la capital mundial del arte, y cualquier pintor que quisiese llegar a ser reconocido, tenía que pasar obligatoriamente por Flandes y sus diferentes escuelas, por lo que artistas como Vasco Fernandes comenzaron a adoptar en sus obras la composición de colores y los paisajes bíblicos propios de este país.

La influencia de la pintura flamenca descubrió a los artistas portugueses nuevas técnicas y formas de composición, popularizó la pintura al óleo, el retrato, y las obras de corte religioso que se hacía en el norte de Europa dando lugar a una gran escuela de jóvenes pintores que se lanzaron a abrazar las nuevas tendencias.

El mayor representante de esta nueva escuela fue Nuno Gonzálves, considerado unos de los mejores pintores de la Europa de su tiempo, y cuya obra engloba pinturas que van del estilo gótico al flamenco.

Jorge Afonso: Anunciação, c. 1510. Museu Nacional de Arte Antiga

El creciente interés por estas nuevas técnicas de pintura, hizo que no tardara mucho en nacer La Escuela de Lisboa dirigida por el pintor real Jorge Afonso, pintor del rey Manuel I. En la que se formaron una gran generación de pintores entre los cuales se encontraban Fernandes Garcio, Gregório Lopes, Cristóvão Ferreira y Jorge leal entre otros. Referentes absolutos del Renacimiento portugués, y que crearon cuadros tan impresionantes cómo El infierno o El martirio de San Sebastián.

El Siglo de Oro de la pintura portuguesa duró desde el 1450 al 1550, cayendo después en un lento declive.

El siglo XVII trajo consigo el nacimiento de los estilos barroco y rococó, que sin embargo no gozaron de la misma popularidad que los del siglo anterior, aunque introdujeron novedades como la pintura profana a veces casi cercana a la herejía y el tenebrismo, con una gran influencia de la escuela contemporánea italiana, que sin embargo no salvo a la pintura portuguesa de ir perdiendo fuelle en el terreno internacional hasta bien entrado el 1800 con la aparición del romanticismo y la búsqueda de un sentimiento nacional.

Portugal es un país lleno de historia, que cuenta con una extensa obra pictórica imposible de enumerar en un artículo y que merece la pena conocer, por lo que como siempre, os animamos a estudiar e investigar para conocer un poco más sobre el arte portugués, en el Museo de Arte Antiguo podéis ver una muestra.

“Paula Rego, Histórias & Segredos”: tudo sobre a minha mãe

A pintora abriu o livro da sua vida ao filho, o cineasta Nick Willing, num documentário único, feito em família e cheio de revelações que iluminam a obra.

Artigo de Bruno Horta e fotografias de Henrique Casinhas para o observador.pt

Depressão, aborto e fantasmas: já podemos ver as Histórias e os Segredos de Paula Rego

Obras da artista portuguesa são agora reveladas numa nova exposição em Cascais organizada pelo filho, Nick Willing. Paula Rego não vai estar na inauguração, esta sexta, porque “o coração está fraco”.

Paula Rego assinou nos anos 1990 várias pinturas sobre a temática do aborto. Veja nesta galeria mais imagens da exposição

Há dez anos, quando Paula Rego enfrentou uma depressão profunda que quase a deixou à beira da morte, foi a desenhar que encontrou outra vez o equilíbrio. “Desenhou a cara da depressão”, descreve Nick Willing, filho da artista plástica. “Depois, a mãe guardou as obras numa gaveta e fechou-a à chave. Ela tinha vergonha de ter depressão, de se sentir assim. Uma pessoa fica tão encolhida que não pode falar sobre isso, o que é pior, porque não permite que os outros à volta a ajudem.”Os desenhos mostram figuras femininas isoladas, com expressões tristes e fúnebres. “Não podemos olhar durante muito tempo, são desenhos muito fortes”, aconselha Nick Willing. Até há pouco tempo, nunca tinham sido exibidos em público, mas depois de uma primeira passagem por Londres, há poucas semanas, estão agora numa sala de paredes roxas na Casa das Histórias, o museu de Paula Rego, em Cascais, numa exposição intitulada “Histórias & Segredos”, foi inaugurada na sexta-feira, dia 7.A abertura coincide com a estreia portuguesa do documentário homónimo, realizado por Nick Willing. No filme e na exposição, conhecem-se detalhes íntimo da pintora portuguesa, de 82 anos, que fixou residência em Londres a partir de 1976 e que é hoje um dos nomes mais cotados da arte contemporânea.Em visita guiada à imprensa, na manhã desta quinta-feira, o filho de Paula Rego disse que se trata de uma exposição narrativa, que testemunha com obras e objetos pessoais a história de vida que o documentário reconstitui.A artista não estará presente na inauguração porque tem problemas de saúde que não lhe permitem viajar. Em português fluente, Nick Willing falou sobre o estado de saúde da mãe.

A Paula Rego está ótima de cabeça”, disse. “Está fisicamente muito fraca, muito transformada, está fraca, mas não está frágil, o coração é que está fraco. Para viajar e ficar nesta barafunda que acontece de cada vez que ela vem cá, há um risco. Aquilo de que ela mais gosta agora é de ficar no estúdio, à procura de fazer uma coisa melhor do que tem feito. Ela diz: ‘Agora vou fazer uma obra mesmo boa’. E eu digo-lhe: ‘Mas já fizeste’. E ela responde: “Não, não, Nick, agora é que vou fazer’. Acabou de fazer uma obra fantástica sobre a Maria Madalena, para oferecer a Deus. Ela pensa que se Deus deixou entrar Maria Madalena, talvez deixe entrar a Paula Rego.”

Com curadoria de Nick Willing e de Catarina Alfaro (programadora e conservadora da Casa das Histórias), a exposição reparte-se por oito salas e segue uma ordem mais ou menos cronológica.Primeiro, as obras da década de 50, ainda antes de Paula Rego ir estudar para a Slade School of Fine Art, em Londres – onde conheceu o futuro marido, Victor Willing (1928-1988). Uma dessas obras representa o Wonder Bar do Casino Estoril. Numa outra vê-se o retrato do pai, José Figueiroa Rego, em 1956, quando este tinha caído em depressão.“Algumas destas obras estavam embrulhadas, na cave da casa da minha avó”, disse o filho. Outras vieram diretamente do quarto da pintora, em Londres. “Há obras no chão, encostadas à parede, por todo o lado. Ela pensa que dorme e sonha melhor com as obras à volta dela.”Numa outra sala, sublinhando o universo atormentado da pintora, encontram-se quadros sobre a temática do aborto. “São pinturas sobre quando a minha mãe fez um aborto, mas que só teve coragem de pintar nos anos 90, quando houve um referendo em Portugal que não permitiu descriminalizar o aborto. Ela ficou tão zangada que quis mostrar como é o aborto sem condições”, destacou o filho.Nas paredes, podem ler-se curtos depoimentos de Paula Rego, retirados do documentário. Há mesas com fotografias de família, livros e papéis. Uma das salas mais surpreendentes é a que reconstitui o atelier da artista e onde se pode ver material de trabalho e esculturas assustadoras que Paula Rego constrói para usar como modelos das pinturas.Num outro espaço, veem-se obras do marido. Estão isoladas, porque a artista nunca gostou de ter quadros seus ao lado dos do marido.“É complicado. Ela tem ciúmes da obra do meu pai. Acha que ele é um grande pintor e não quer estragar a obra dele.”O título da exposição, segundo Nick Willing, remete para o método de trabalho de Paula Rego e evidencia o facto de todas as obras revelarem a intimidade da criadora, ainda que de forma velada.

Ela começa sempre com uma história, pode ser uma história que encontrou num livro, como O Crime do Padre Amaro, e quando ela começa a pintar essa história, sem querer, transforma-a. Às vezes é um grande espanto. A razão pela qual ela escolheu uma história, sem saber, é porque tinha ali, de forma inconsciente, uma outra história que queria contar, mais íntima. É esse o segredo da obra, é esse segredo que dá poder à obra”, sublinhou o filho.

A exposição “Paula Rego: Histórias & Segredos” está na Casa das Histórias em Cascais de 7 de abril a 17 de setembro. De terça a domingo, das 10h às 18h. Bilhetes a 3 euros (1,5 para residentes em Cascais)

Artigo de Bruno Horta e fotografias de Henrique Casinhas para o observador.pt
×
¿Hablamos? ¡mándanos un WhatsApp¡