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Artículos de expresiones portuguesas

“Não poder com uma gata pelo rabo” Curiosa origem de 27 expressões populares portuguesas

A curiosa origem de 27 expressões populares portuguesas

Muitas expressões utilizadas na língua portuguesa têm origem na simplicidade popular dos nossos antepassados que, digamos, “simplificavam dizendo tudo”. De seguida vos apresentamos algumas dessas expressões, muitas ainda actuais, com os respectivos significados e explicações.

  • Erro crasso

Significado: Erro grosseiro.

Origem: Na Roma antiga havia o Triunvirato: o poder dos generais era dividido por três pessoas. No primeiro destes Triunviratos , tínhamos: Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante na vitória, resolveu abandonar todas as formações e técnicas romanas e simplesmente atacar. Ainda por cima, escolheu um caminho estreito e de pouca visibilidade. Os partos, mesmo em menor número, conseguiram vencer os romanos, sendo o general que liderava as tropas um dos primeiros a cair.

Desde então, sempre que alguém tem tudo para acertar, mas comete um erro estúpido, dizemos tratar-se de um “erro crasso”.

  • Ter para os alfinetes

Significado: Ter dinheiro para viver.

Origem: Em outros tempos, os alfinetes eram objecto de adorno das mulheres e daí que, então, a frase significasse o dinheiro poupado para a sua compra porque os alfinetes eram um produto caro. Os anos passaram e eles tornaram-se utensílios, já não apenas de enfeite, mas utilitários e acessíveis. Todavia, a expressão chegou a ser acolhida em textos legais. Por exemplo, o Código Civil Português, aprovado por Carta de Lei de Julho de 1867, por D. Luís, dito da autoria do Visconde de Seabra, vigente em grande parte até ao Código Civil actual, incluía um artigo, o 1104, que dizia: «A mulher não pode privar o marido, por convenção antenupcial, da administração dos bens do casal; mas pode reservar para si o direito de receber, a título de alfinetes, uma parte do rendimento dos seus bens, e dispor dela livremente, contanto que não exceda a terça dos ditos rendimentos líquidos.»

  • Do tempo da Maria Cachucha

Significado: Muito antigo.

Origem: A cachucha era uma dança espanhola a três tempos, em que o dançarino, ao som das castanholas, começava a dança num movimento moderado, que ia acelerando, até terminar num vivo volteio. Esta dança teve uma certa voga em França, quando uma célebre dançarina, Fanny Elssler, a dançou na Ópera de Paris. Em Portugal, a popular cantiga Maria Cachucha (ao som da qual, no séc. XIX, era usual as pessoas do povo dançarem) era uma adaptação da cachucha espanhola, com uma letra bastante gracejadora, zombeteira.

  • À grande e à francesa

Significado: Viver com luxo e ostentação.

Origem: Relativa aos modos luxuosos do general Jean Andoche Junot, auxiliar de Napoleão que chegou a Portugal na primeira invasão francesa, e dos seus acompanhantes, que se passeavam vestidos de gala pela capital.

  • Coisas do arco-da-velha

Significado: Coisas inacreditáveis, absurdas, espantosas, inverosímeis.

Origem: A expressão tem origem no Antigo Testamento; arco-da-velha é o arco-íris, ou arco-celeste, e foi o sinal do pacto que Deus fez com Noé: “Estando o arco nas nuvens, Eu ao vê-lo recordar-Me-ei da aliança eterna concluída entre Deus e todos os seres vivos de toda a espécie que há na terra.” (Génesis 9:16)

Arco-da-velha é uma simplificação de Arco da Lei Velha, uma referência à Lei Divina.

Há também diversas histórias populares que defendem outra origem da expressão, como a da existência de uma velha no arco-íris, sendo a curvatura do arco a curvatura das costas provocada pela velhice, ou devido a uma das propriedades mágicas do arco-íris – beber a água num lugar e enviá-la para outro, pelo que velha poderá ter vindo do italiano bere (beber).

  • Dose para cavalo

Significado: Quantidade excessiva; demasiado.

Origem: Dose para cavalo , dose para elefante ou dose para leão são algumas das variantes que circulam com o mesmo significado e atendem às preferências individuais dos falantes.

Supõe-se que o cavalo, por ser forte; o elefante, por ser grande, e o leão, por ser valente, necessitam de doses exageradas de remédio para que este possa produzir o efeito desejado.

Com a ampliação do sentido, dose para cavalo e suas variantes é o exagero na ampliação de qualquer coisa desagradável, ou mesmo aquelas que só se tornam desagradáveis com o exagero.

  • Dar um lamiré

Significado: Sinal para começar alguma coisa.

Origem: Trata-se da forma aglutinada da expressão «lá, mi, ré», que designa o diapasão, instrumento usado na afinação de instrumentos ou vozes; a partir deste significado, a expressão foi-se fixando como palavra autónoma com significação própria, designando qualquer sinal que dê começo a uma actividade.

Historicamente, a expressão «dar um lamiré» está, portanto, ligada à música (cf. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa).

  • Memória de elefante

Significado: Ter boa memória; recordar-se de tudo.

Origem: O elefante fixa tudo aquilo que aprende, por isso é uma das principais atracções do circo.

  • Lágrimas de crocodilo

Significado: Choro fingido.

Origem: O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, ele chora enquanto devora a vítima.

  • Não poder com uma gata pelo rabo

Significado: Ser ou estar muito fraco; estar sem recursos.

Origem: O feminino, neste caso, tem o objectivo de humilhar o impotente ou fraco a que se dirige a referência. Supõe-se que a gata é mais fraca, menos veloz e menos feroz em sua própria defesa do que o gato. Na realidade, não é fácil segurar uma gata pelo rabo, e não deveria ser tão humilhante a expressão como realmente é.

  • Mal e porcamente

Significado: Muito mal; de modo muito imperfeito.

Origem: «Inicialmente, a expressão era “mal e parcamente”. Quem fazia alguma coisa assim, agia mal e ineficientemente, com parcos (poucos) recursos.

Como parcamente não era palavra de amplo conhecimento, o uso popular tratou de substituí-la por outra, parecida, bastante conhecida e adequada ao que se pretendia dizer. E ficou ” mal e porcamente”, sob protesto suíno.

  • Rés-vés Campo de Ourique

Significado: Ficar muito perto de alcançar algo.

Origem: A expressão “rés-vés Campo de Ourique” remonta a 1755 quando o terramoto assolou Lisboa tendo destruído a cidade até à zona de Campo de Ourique, que ficou intacta. A partir daí o ditado generalizou-se.

  • Ficar a ver navios

Significado: esperar algo que não vem, não acontece, não aparece.

Origem: Deriva da atitude contemplativa de populares, que se instalavam nos lugares mais altos da cidade à espera de que uma lenda se tornasse realidade.

Eram os portugueses que ficavam a ver navios, na esperança de que um dia voltasse à pátria o rei Dom Sebastião, protagonista da batalha de Alcácer-Quibir, em Marrocos, em que tropas lusitanas e marroquinas travaram violento combate em 1578. Após o desaparecimento de Dom Sebastião na luta, difundiu-se a crença que um dia regressaria a Portugal, para levar o país de volta a uma época de conquistas.

Multidões que frequentavam o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, confiantes no regresso do rei, ficavam a ver os navios que chegavam.

Outra explicação desta expressão prende-se com as invasões francesas e a partida da família real para o Brasil. Teriam as tropas francesas que se dirigiam à capital ainda vislumbrado a sua partida do alto de uma das colinas de Lisboa, e daí a expressão ficaram a ver navios, a partirem, literalmente, falhando na captura da família real.

  • Andar à toa

Significado: Andar sem destino, despreocupado, passando o tempo.

Origem: Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está “à toa” é o que não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar.

  • Embandeirar em arco

Significado: Manifestação efusiva de alegria.

Origem: Na Marinha, em dias de gala ou simplesmente festivos, os navios embandeiram em arco, isto é, içam pelas adriças ou cabos (vergueiros) de embandeiramento galhardetes, bandeiras e cometas quase até ao topo dos mastros, indo um dos seus extremos para a proa e outro para a popa. Assim são assinalados esses dias de regozijo ou se saúdam outros barcos que se manifestam da mesma forma.

  • Cair da tripeça

Significado: Qualquer coisa que, dada a sua velhice, se desconjunta facilmente.

Origem: A tripeça é um banco de madeira de três pés, muito usado na província, sobretudo junto às lareiras. Uma pessoa de avançada idade aí sentada, com o calor do fogo, facilmente adormece e tomba.

  • Fazer tábua rasa

Significado: Esquecer completamente um assunto para recomeçar em novas bases.

Origem: A tabula rasa , no latim, correspondia a uma tabuinha de cera onde nada estava escrito. A expressão foi tirada, pelos empiristas, de Aristóteles, para assim chamarem ao estado do espírito que, antes de qualquer experiência, estaria, em sua opinião, completamente vazio. Também John Locke (1632 1704), pensador inglês, em oposição a Leibniz e Descartes, partidários do inatísmo, afirmava que o homem não tem nem ideias nem princípios inatos, mas sim que os extrai da vida, da experiência. «Ao começo», dizia Locke, «a nossa alma é como uma tábua rasa, limpa de qualquer letra e sem ideia nenhuma. Tabula rasa in qua nihil scriptum. Como adquire, então, as ideias? Muito simplesmente pela experiência.»

  • Ave de mau agouro

Significado: Diz-se de pessoa portadora de más notícias ou que, com a sua presença, anuncia desgraças.

Origem: O conhecimento do futuro é uma das preocupações inerentes ao ser humano. Quase tudo servia para, de maneiras diversas, se tentar obter esse conhecimento. As aves eram um dos recursos que se utilizava. Para se saberem os bons ou maus auspícios (avis spicium) consultavam-se as aves. No tempo dos áugures romanos, a predição dos bons ou maus acontecimentos era feita através da leitura do seu voo, canto ou entranhas. Os pássaros que mais atentamente eram seguidos no seu voo, ouvidos nos seus cantos e aos quais se analisavam as vísceras eram a águia, o abutre, o milhafre, a coruja, o corvo e a gralha. Ainda hoje perdura, popularmente, a conotação funesta com qualquer destas aves.

  • Verdade de La Palisse

Significado: Uma verdade de La Palice (ou lapalissada / lapaliçada) é evidência tão grande, que se torna ridícula.

Origem: O guerreiro francês Jacques de Chabannes, senhor de La Palice (1470-1525), nada fez para denominar hoje um truísmo. Fama tão negativa e multissecular deve-se a um erro de interpretação.

Na sua época, este chefe militar celebrizou-se pela vitória em várias campanhas. Até que, na batalha de Pavia, foi morto em pleno combate. E os soldados que ele comandava, impressionados pela sua valentia, compuseram em sua honra uma canção com versos ingénuos:

“O Senhor de La Palice / Morreu em frente a Pavia; / Momentos antes da sua morte, / Podem crer, inda vivia.”

O autor queria dizer que Jacques de Chabannes pelejara até ao fim, isto é, “momentos antes da sua morte”, ainda lutava. Mas saiu-lhe um truísmo, uma evidência.

Segundo a enciclopédia Lello, alguns historiadores consideram esta versão apócrifa. Só no século XVIII se atribuiu a La Palice um estribilho que lhe não dizia respeito. Portanto, fosse qual fosse o intuito dos versos, Jacques de Chabannes não teve culpa.

  • Ter ouvidos de tísico

Significado: Ouvir muito bem.

Origem: Antes da II Guerra Mundial (l939 a l945), muitos jovens sofriam de uma doença denominada tísica, que corresponde à tuberculose. A forma mais mortífera era a tuberculose pulmonar.

Com o aparecimento dos antibióticos durante a II Guerra Mundial, foi possível combater este doença com muito maior êxito.

As pessoas que sofrem de tuberculose pulmonar tornam-se muito sensíveis, incluindo uma notável capacidade auditiva. A expressão « ter ouvidos de tísico» significa, portanto, «ouvir tão bem como aqueles que sofrem de tuberculose pulmonar».

  • Comer muito queijo

Significado: Ser esquecido; ter má memória.

Origem: A origem desta expressão portuguesa pode explicar-se pela relação de causalidade que, em séculos anteriores, era estabelecida entre a ingestão de lacticínios e a diminuição de certas faculdades intelectuais, especificamente a memória.

A comprovar a existência desta crença existe o excerto da obra do padre Manuel Bernardes “Nova Floresta”, relativo aos procedimentos a observar para manter e exercitar a memória: «Há também memória artificial da qual uma parte consiste na abstinência de comeres nocivos a esta faculdade, como são lacticínios, carnes salgadas, frutas verdes, e vinho sem muita moderação: e também o demasiado uso do tabaco».

Sabe-se hoje, através dos conhecimentos provenientes dos estudos sobre memória e nutrição, que o leite e o queijo são fornecedores privilegiados de cálcio e de fósforo, elementos importantes para o trabalho cerebral. Apesar do contributo da ciência para desmistificar uma antiga crença popular, a ideia do queijo como alimento nocivo à memória ficou cristalizada na expressão fixa « comer (muito) queijo».

  • Acordo leonino

Significado: Um «acordo leonino» é aquele em que um dos contratantes aceita condições desvantajosas em relação a outro contratante que fica em grande vantagem.

Origem: «Acordo leonino» é, pois, uma expressão retórica sugerida nomeadamente pelas fábulas em que o leão se revela como todo-poderoso.

  • Que massada!

Significado: Exclamação usada para referir uma tragédia ou contra-tempo.

Origem: É uma alusão à fortaleza de Massada na região do Mar Morto, Israel, reduto de Zelotes, onde permaneceram anos resistindo às forças romanas após a destruição do Templo em 70 d.C., culminando com um suicídio colectivo para não se renderem, de acordo com relato do historiador Flávio Josefo.

  • Passar a mão pela cabeça

Significado: perdoar ou acobertar erro cometido por algum protegido.

Origem: Costume judaico de abençoar cristãos-novos, passando a mão pela cabeça e descendo pela face, enquanto se pronunciava a bênção.

  • Gatos-pingados

Significado: Tem sentido depreciativo usando-se para referir uma suposta inferioridade (numérica ou institucional), insignificância ou irrelevância.

Origem: Esta expressão remonta a uma tortura procedente do Japão que consistia em pingar óleo a ferver em cima de pessoas ou animais, especialmente gatos. Existem várias narrativas ambientais na Ásia que mostram pessoas com os pés mergulhados num caldeirão de óleo quente. Como o suplício tinha uma assistência reduzida, tal era a crueldade, a expressão ” gatos pingados” passou a denominar pequena assistência sem entusiasmos ou curiosidade para qualquer evento.

  • Meter uma lança em África

Significado: Conseguir realizar um empreendimento que se afigurava difícil; levar a cabo uma empresa difícil.

Origem: Expressão vulgarizada pelos exploradores europeus, principalmente portugueses, devido às enormes dificuldades encontradas ao penetrar o continente africano. A resistência dos nativos causava aos estranhos e indesejáveis visitantes baixas humanas. Muitas vezes retrocediam face às dificuldades e ao perigo de serem dizimados pelo inimigo que eles mal conheciam e, pior de tudo, conheciam mal o seu terreno. Por isso, todos aqueles que se dispusessem a fazer parte das chamadas “expedições em África”, eram considerados destemidos e valorosos militares, dispostos a mostrar a sua coragem, a guerrear enfrentando o incerto, o inimigo desconhecido. Portanto, estavam dispostos a ” meter uma lança em África”.

  • Queimar as pestanas

Significado: Estudar muito.

Origem: Usa-se ainda esta expressão, apesar de o facto real que a originou já não ser de uso. Foi, inicialmente, uma frase ligada aos estudantes, querendo significar aqueles que estudavam muito. Antes do aparecimento da electricidade, recorria-se a uma lamparina ou uma vela para iluminação. A luz era fraca e, por isso, era necessário colocá-las muito perto do texto quando se pretendia ler o que podia dar azo a ” queimar as pestanas”.

 

Texto publicado no portal Vortex Magazine no dia 12 de novembro de 2016.

 

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“Tira o cavalinho da chuva” “Vai chatear o Camões” e outras expressões curiosas usadas pelos portugueses

Expressões curiosas usadas pelos portugueses

Este artigo poderia começar por dizer que a língua portuguesa é muito traiçoeira, não é esse o caso. Neste caso, tentamos explicar algumas das mais estranhas expressões usadas pelos portugueses e o seu significado real.

A ilustrações são da ilustradora e designer gráfica a residir em Londres, mais conhecida como Junkhead, que descreve na sua página Behance: “Gosto de representar personagens e histórias disparatadas sem sentido. Tento pôr no papel todas as ideias parvas que passam pelos cantos da minha imaginação”. Movida pela vontade de criar desenhos simples com piada, nada melhor do que pegar em ‘dizeres’ lusitanos que sabem expressar uma ideia e insultar com graça.

Num traço simples a preto sobre um fundo branco, as ilustrações levam as expressões ao cúmulo do ridículo em que a imagem se dissocia da mensagem que passam. O significado de ‘estar com os azeites’ não passa por andarmos com garrafas de azeite nos braços, mas é engraçado como esse dito popular cai bem para fazer ver a alguém que tem de moderar o temperamento.

  1. Um português não tem um problema, na realidade ele está «feito ao bife».
  2. Um português não lhe diz para desistir de algo, diz-lhe «tira o cavalinho da chuva».
  3. Um português não lhe diz para o deixar em paz, diz-lhe «vai chatear o Camões».
  4. Um português não lhe diz que é sexy, diz-lhe «é boa como o milho».
  5. Um português não repete o que diz, ele «vira o disco e toca o mesmo».
  6. Um português nunca se chateia, apenas «fica com os azeites».
  7. Um português não tem muita experiência, ele tem «muitos anos a virar frangos».
  8. Um português não desconfia, ele tem «a pulga atrás da orelha».
  9. Um português não faz algo para se exibir, faz para «inglês ver».
  10. Um português não tem ideias estranhas dentro da cabeça, tem «macaquinhos na cabeça».
  11. Um português não está desorientado ou não sabe o que fazer, parece uma «barata tonta».
  12. Um português não está mal disposto, «acorda com os pés de fora».
  13. Um português não o insulta quando não quer ser incomodado, manda-o ir «pentear macacos».
  14. Um português não se excede, «parte a loiça toda».
  15. Um português não tem vergonha na cara, tem «muita lata».
  16. Um português não perde, «vai com os porcos».
  17. Um português não tem muito trabalho, tem «água pela barba».
  18. Um português que aguenta uma reprimenda sem replicar, «engole sapos».
  19. Um português não descansa, está «à sombra da bananeira».

 

 

 

 

Origem de algumas expressões portuguesas, parte II


Sois muchos los que habéis leído la entrada Origen de algunas expresiones portuguesas, y por eso hemos querido hacer la segunda parte, para que sigáis aprendiendo portugués de una forma lúdica y atractiva.

Acabar em pizza / Fin de la pizza

Una de las expresiones más utilizadas en el entorno político es “todo terminó en pizza,” que se utiliza cuando algo malo se juzga sin que nadie sea castigado. El término apareció en el fútbol en la década de los 60 cuando algunos palmeirenses pasaron 14 horas discutiendo y claro, les entró hambre.
Fueron a la pizzería, pidieron 18 pizzas con muuuucha cerveza, y cuando terminaron, cada uno se fue a su casa se olvidaron del tema. Al día siguiente, Milton Peruzzi, que trabajaba en el periódico deportivo Gazette, publicó el siguiente titular: “Crisis Palmeiras caduca en pizza.” A día de hoy, la expresión continúa.

Contagem regressiva / Cuenta regresiva

En la película “La mujer en la Luna”, de 1930, el director alemán Fritz Lang creó la cuenta atrás para darle más emoción a una escena del lanzamiento de un cohete. A los científicos alemanes les gustó la idea y adoptaron la cuenta atrás para el lanzamiento de las bombas V-2 durante la Segunda Guerra Mundial. El procedimiento fue llevado a la NASA por científicos alemanes que llegaron a los EE.UU.

Custar os olhos da cara / Costar los ojos de la cara

 

Se debe a una costumbre bárbara. Antiguamente, los ojos se consideraban muy valiosos, por lo que eran arrancados a los prisioneros después de la batalla. Se creía que haciendo esto, tendrían pocas posibilidades de una venganza, ya que estaban ciegos.

Dar de mão beijada / Dar por sentado

Entregar algo a alguien sin haber pedido ningún tipo de retribución. Fue el Papa Pablo IV en 1555 el primero en utilizar esta expresión. Los reyes y nobles besaban la mano de Su Santidad y luego ofrecían sus ofertas, entregando a la iglesia tierras, palacios y otros bienes.

De pés juntos / De pies juntos

Jurar con los pies juntos es decir algo con total convicción. Ya se decía esta expresión en el siglo XVI. Los pies juntos indican atención, respeto y obediencia.

Dia D e Hora H / Dia D y Hora H

Determina la ejecución de una tarea o el comienzo de una operación.
Se originó en la Segunda Guerra Mundial, el famoso día en que los aliados estaban preparando para invadir la región de Normandía, ocupada por los alemanes. Para mantener el plan en secreto, las fuerzas aliadas lo bautizaron el día como D y el tiempo como H. Y allí nació las dos expresiones: Día D y la hora H.

El día D fue el 6 de junio de 1944 y Hora H, las 6 am. La operación implicó la invasión 3 millones de soldados, 5.339 barcos, 11.000 aviones y 15.000 tanques y vehículos blindados.

Murieron 80.295 soldados alemanes, 34.417 soldados aliados y 12.850 civiles franceses. Fue la operación militar más espectacular de todos los tiempos.

Origem de algumas expressões portuguesas, parte I

Como ya os comentamos en este post, son varias las expresiones que se utilizan tanto en Portugal como en Brasil.
Pues bien, hoy os queremos mostrar de dónde vienen exactamente algunas de esas expresiones que tanto uso tienen. Esperamos que os guste.

Andar à toa / Caminando sin rumbo


“Toa” viene de la palabra en inglés “tow” (remolcar).

Cuando los marineros tenían que remolcar un barco más grande que el suyo, utilizaban la cadena de su propio barco para ello, por lo que el esfuerzo físico de los marineros era nulo, no hacían nada. A partir del siglo XVII, los portugueses le dieron un sentido figurado a la frase, no tener objetivos reales.

Aos trancos e barrancos/ A trancas y barrancas

La expresión significa que sigues adelante pase lo que pase, pero con mucha dificultad.
Tranco se refiere al salto o brinco que da el caballo o a un golpe repentino, mientras que barrancos hace alusión en Brasil al despeñadero de un río y en Portugal, es una zanja abierta en el suelo.

As paredes têm ouvidos / Las paredes tienen oídos

La reina Catalina de Médicis era muy desconfiada, asique para enterarse mejor de lo que decían sus amigos y enemigos, mandó crear una red de espionaje que consistía ni más ni menos que en hacer agujeros por las paredes del palacio. La expresión hoy en día se utiliza para avisar a alguien cuando va a hablar de algo importante, para que no se comprometa mucho.

Casa Da mãe-joana / Casa de mamá Joana

Hace alusión a Joana I, condesa de Provença y reina de Nápoles.
En el año 1347, reguló los burdeles en Avignon, donde estaba refugiada.
“Casa Da mãe-joana” se convirtió en sinónimo de burdel.

Chegar de mãos abanando / Llegar com las manos vacías

A finales del siglo XIX hubo muchas inmigraciones en Brasil para trabajar en las granjas de café. Los inmigrantes debían aportar las herramientas para hacer el trabajo. Quien llegase sin nada, con las manos vacías, era considerado un vago.

Colocar a mão no fogo / Poner la mano en el fuego

Significa confiar en la inocencia de una persona.
En la edad Media, para que el acusado pudiera probar su inocencia, debía caminar durante unos metros frente al juez y testigos, sujetando una barra de hierro al rojo vivo en las manos. Si al llegar las manos no tenían ninguna quemadura, era inocente, si por el contrario sus manos se habían quemado (lo que era obvio que sucedía siempre), el acusado era declarado culpable.

Com o rabo entre as pernas / Con el rabo entre las piernas

Se dice de aquel que huye o recula en algo.
Su uso es tan antiguo, que se remonta al año 1666, donde Francisco Manuel de Melo lo menciono en la Feria de Anexins.

Comer com os olhos / Comer con los ojos

En la actualidad  hace referencia a la envidia, pero la expresión se remonta a la Antigua Roma, donde existía una ceremonia que honraba a los dioses con un suculento banquete…pero donde estaba prohibido colocar las manos en los alimentos. Todos participaban en la comida, pero mirando.

 

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