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Artículos de Brasil

Brasil: Diez datos más sobre una de las economías “Mais grandes do mundo”

Como ya contamos hace poco en el blog el café fue y es clave para la economía de Brasil ya que es el principal productor mundial de este producto. Durante la época de la colonia, el primer producto que movió a la economía brasileña fue el azúcar. Luego comenzó un nuevo ciclo con el café. Y, actualmente, el gran número de cultivos que se producen en el país es un reflejo de la extensión y diversidad del territorio.

En 2017, Brasil ha comenzado un ciclo de crecimiento, saliendo de la recesión y de la crisis del2008. Consiguió mayor estabilidad económica y una reducción de los niveles de pobreza. 

Aquí te contamos diez datos más sobre una de las economías mas potentes del mundo y una de las razones principales para que muchas personas elijan aprender portugués. Brasil y su poder económico.

1. Es la PRIMERA economía de Latinoamérica

Si se toma en cuenta su Producto Bruto Interno (PBI),  que es de U$11,38 per cápita, la economía de Brasil es la mayor de toda América Latina.
También ocupa el primer lugar de la región en turismo y el primero del mundo en la producción de café. Sin embargo, su principal producto de exportación no ha sido esta bebida que elegimos en el desayuno sino la soja, de acuerdo a datos del Observatorio de la Complejidad Económica (OEC por sus siglas en inglés).

2. Es la SEGUNDA economía de toda América

En el año 2016, el país carioca se ubicó detrás de Estados Unidos, por delante de otros países como México y Canadá.

3. Es el TERCER productor mundial de carne

Con una producción en el orden de los 15 millones de toneladas anuales, se ubica en el podio de los tres mayores productores, según la Organización de las Naciones Unidas  para la Alimentación y la Agricultura (FAO).

4. Tiene CUATRO socios principales

Estos cuatro países son la Argentina y por extensión Mercosur, Estados Unidos, China y los Países Bajos en la Unión Europea. por detrás se sitúan Alemania, España, Francia, ReinoUnido, Italia y por último Suiza.

5. Es el QUINTO país más extenso y más poblado

Con una superficie de más de 8 millones y medio de kilómetros cuadrados y con 197 millones de habitantes, Brasil es el quinto país más grande del mundo. El Banco Mundial lo ubica detrás de Rusia, Canadá, China y Estados Unidos.

6. Es la SEXTA economía del mundo

Forma parte de lo que se conoce con el acrónimo BRICS, compuesto por Brasil, Rusia, India, China y Sudáfrica (que se incorporó en 2011), todos países con economías emergentes. Además, también es el sexto país productor de leche, con unos 2 mil millones de litros por año.

7. Posee SIETE recursos naturales principales

La riqueza del subsuelo brasilero favorece la abundancia de petróleo, carbón, gas natural, oro, diamante, rubí y esmeralda.

8. Produce OCHO productos agrícolas en gran cantidad:

También gracias a la riqueza de su suelo, es un gran productor de soja, café, azúcar, mandioca, arroz, maíz, frijoles y trigo.
Tiene todo lo necesario para una rica feijoada, que por algo es su plato nacional (y muy popular también en Portugal), hecho a base de frijoles negros, arroz y harina de mandioca.

9. Es el NOVENO idioma más elegido

El portugués aparece en el puesto 9 en un ranking de los 10 idiomas claves para el siglo XXI. Y es que no sólo se habla en Portugal y Brasil, sino también en países que fueron colonias portuguesas como Angola y Mozambique.
Ya sea por turismo o por negocios, cada vez más latinos y europeos lo eligen como idioma por aprender.

10. Limita con DIEZ países

Excepto con Ecuador y Chile, Brasil comparte frontera con todos los demás países de América del Sur. Limita al norte con Guayana francesa, Surinam, Guyana y Venezuela; al noroeste con Colombia; al oeste con Perú y Bolivia; al sureste con Paraguay y Argentina y al sur con Uruguay.

Tanto por su extensión, como por su población, su economía o su oferta turística, no cabe dudas de que estamos frente a un grande y uno de los países que marcará el ritmo en el futuro. Por algo los hispanohablantes le decimos “o mais grande do mundo”, aunque ellos nos corrijan gramaticalmente y digan “o maior”.

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50 erros de português que você não pode mais cometer

50 erros de português

que você não pode mais cometer

Como qualquer outra disciplina, o português pode ser fácil para uns e difícil para outros. Além disso, a língua é viva, se altera com o passar dos anos, recebe influências do meio e, claro, conta com um amplo conjunto de regras que inegavelmente podem confundir.

— É certo dizer que o tempo presente, o grau de escolaridade e a classe social impactam em como produzo meu texto. Mas também é fato que o domínio da língua é diretamente proporcional ao volume de leitura. A dica é ler jornais, livros de bons autores e não ter vergonha de procurar o significado de uma palavra que não conhece —, recomenda o professor Caco Penna, do CPV Educacional.

Segundo Caco, as mudanças dos últimos anos no Enem resultaram em provas mais focadas no caráter sociolinguístico do que propriamente na gramática. Mesmo assim, essas são questões ainda relevantes na redação e muito presentes nos vestibulares. Indo muito além dos testes, vale lembrar que em toda a vida você vai lidar com as artimanhas do português. Nada mais queima o filme do que falar errado em uma entrevista de emprego ou enviar um e-mail profissional cheio de deslizes, por exemplo.

Para evitar essas derrapadas, listamos as 50 dúvidas gramaticais que mais costumam gerar erros. A lista foi elaborada com ajuda dos professores Simone Motta, coordenadora de Português do Grupo Etapa, Eduardo Calbucci, supervisor de Português do Anglo, e do próprio Caco.

50 DÚVIDAS DO PORTUGUÊS ESCLARECIDAS

  1. Por que/Porque

Para começar, uma confusão que acompanha gerações:

Usa-se “por que” para perguntas, mesmo que implícitas. Exemplos: “Por que ela ainda não chegou?” e “Ele não sabe por que está aqui”.

Usa-se “porque” para respostas. Se consegue substituir por “pois”, essa é a forma correta: “Não foi trabalhar porque estava doente”.

  1. Por quê/Porquê

No final de uma frase, seguido de pontuação (exclamação, interrogação, reticências), o correto é “por quê”, como em: “Estou chateado. Sabe por quê?”.

Já o “porquê” tem exatamente o mesmo sentido de motivo ou razão, por exemplo: “Não sabia o porquê de tanta pressa”.

  1. De segunda a sexta (certo)/De segunda à sexta (errado)

Outro elemento de confusão frequente, a crase pode ser explicada como a junção de duas letras em uma só: a preposição “a” e o artigo feminino “a”. Então, se você tenta ler uma sentença com “a a” e não faz sentido, provavelmente não há crase. Logo, o correto é “de segunda a sexta”.

  1. A prazo (certo)/À prazo (errado)

Como no caso anterior, a leitura com “a” duplicado não faz sentido. Além disso, não se aplica a crase antes de substantivos masculinos, como é o caso de “prazo”.

  1. A você (certo)/À você (errado)

Não há crase antes de pronomes pessoais (eu, você, ele, ela, nós, vocês, eles, elas).

  1. Das 9h às 18h (certo)/Das 9h as 18h (errado)

No caso de horas expressas, há crase quando a preposição “de” aparece combinada com artigo (de + as), mesmo que implícito como em “horário da prova: 8h às 11h”. Sendo assim, o correto é “das 9h às 18h”.

  1. Mal/Mau

“Mal” é substantivo quando precedido de artigo, como em “o mal do mundo”, e advérbio quando acompanha verbo ou adjetivo. Resumidamente, é o contrário de “bem”.

“Mau” é adjetivo quando vem antes de substantivos, com os quais concorda. É o oposto de “bom”.

  1. Mas/Mais

“Mas” é conjunção adversativa e tem o mesmo valor de “porém”, “contudo” ou “entretanto”.

“Mais” é advérbio de intensidade ou conjunção aditiva, indicando adição ou acréscimo. É também o oposto de “menos”.

  1. Haver/A ver

“A confusão entre as expressões se dá porque a pronúncia é a mesma”, explica o professor Eduardo Calbucci. “Haver” é verbo e significa “existir”. “Ter a ver” é “ter ligação”.

  1. Traz/Trás/Atrás

Segundo a professora Simone Motta, é bem comum se deparar com trocas de letra entre as palavras – erroneamente ‘tras’ e ‘atráz’ – por conta da sonoridade semelhante entre elas. Apesar disso, é fácil diferenciar: “traz” vem do verbo “trazer” (com Z, portanto); “trás” e “atrás” são advérbios e indicam posição (“ficará para trás”, “atrás da porta”).

  1. Haja/Aja

Novamente a semelhança sonora induzindo ao erro. Para esclarecer: “haja” é conjugação do verbo “haver”, de existir. “Aja” vem do verbo “agir”: “Aja com cuidado”.

  1. Interveio (certo)/Interviu (errado)

Esse é um verbo que se conjuga como “vir”, de que é derivado, sendo “interveio” a forma correta: “A polícia interveio na briga”.

  1. Vêm/Têm

Os verbos “ter” e “vir” devem ser acentuados quando estiverem na 3ª pessoa do plural: “Eles sempre vêm de táxi, porque eles não têm carro”.

  1. Em vez de/Ao invés de

Para indicar apenas uma coisa no lugar de outra, usa-se “em vez de”. Para mostrar opostos, vá de “ao invés de”, como no exemplo: “Ao invés de ser o primeiro, ele foi o último”.

  1. Onde/Aonde

“Onde” é o lugar em que alguém ou alguma coisa está. “Aonde” está relacionado a movimento. Por isso, quem vai, vai “a” algum lugar: “vai aonde”.

  1. Demais/De mais

Na maior parte dos casos, emprega-se o advérbio “demais”, que significa excessivamente, muito. Já a locução “de mais” é comparável à expressão “a mais”, como em “nem sal de mais, nem de menos”. “De mais” também é associada a estranheza: “Não vejo nada de mais naquilo”.

  1. Em princípio/A princípio

“Em princípio” assemelha-se a “em tese”. “A princípio” é como “no início”.

  1. Uso do hífen

O prefixo terminado por vogal é separado por hífen se a palavra seguinte começar com a mesma vogal ou H. Caso contrário, sem hífen. Exemplos: autoescola, micro-ondas, semianalfabeto, autoestima.

  1. Tachar/Taxar

“Tachar” significa “denominar, chamar de, considerar”. Já “taxar” é impor uma taxa ou imposto. Portanto, contextos diferentes.

  1. Através de/Por meio de

Expressões com significados distintos. “Através de” expressa a ideia de atravessar, indica um movimento físico. “Por meio de” é semelhante a “por intermédio de” e se relaciona a “instrumento para a realização de algo”. Portanto, ao começar um e-mail, por exemplo, o correto é “Venho por meio deste”, e não “Venho através deste”.

  1. Vírgula entre sentenças

Quando as duas frases possuírem sujeitos diferentes, usa-se a vírgula antes da conjunção “e”.

Errado: A mãe demorou para chegar e o filho ficou desesperado.

Certo: A mãe demorou para chegar, e o filho ficou desesperado.

  1. Eu/Mim

O pronome reto “eu” é utilizado apenas na posição de sujeito do verbo. Nas demais situações, usa-se o pronome oblíquo “mim”.

Errado: Não há mais nada entre eu e você.

Certo: Não há mais nada entre mim e você.

  1. Haver/Fazer

Ambos os verbos, quando indicam passagem de tempo, não ganham plural: “Não conversávamos havia três anos” e ” Faz três anos que não nos vemos”.

  1. Haver/Existir

No sentido de “existir”, o verbo “haver” não vai para o plural. O verbo “existir” pluraliza normalmente: “Na reunião, existiam cerca de 60 pessoas”.

Errado: Na reunião, haviam cerca de 60 pessoas.

Certo: Na reunião, havia cerca de 60 pessoas.

  1. Assistir ao/Assistir o

Quando usado no sentido de “ver”, o verbo “assistir” rege a preposição “a”: “Assistiu ao programa”. Já no sentido de “ajudar” ou “prestar auxílio”, o verbo vem sem a preposição: “O técnico assistiu o cliente durante a instalação do equipamento”.

  1. Afim/A fim de

“Afim” pode ser adjetivo ou substantivo e, nos dois casos, é associado a “parecido”, “similar” e “semelhante”. “A fim de” é locução prepositiva e está ligada à ideia de intenção ou finalidade, como em “aceitei ir à festa a fim de conhecê-lo melhor”.

  1. Obrigado/Obrigada

Essa regra é muito simples. Homens dizem “obrigado”. Mulheres dizem “obrigada”. Pronto!

  1. Bem-vindo (certo)/Benvindo (errado)

O Novo Acordo Ortográfico não alterou a escrita da palavra “bem-vindo”. Apesar de novas regras gramaticais em relação ao uso do hífen, ela continua como antes.

  1. Beneficente (certo)/Beneficiente (errado)

A forma correta é “beneficente”. “Beneficiente” não existe na Língua Portuguesa.

  1. Menos (certo)/Menas (errado)

Apesar de memes como “miga, seja menas”, a palavra “menas” não existe na nossa gramática. Escolha sempre “menos” em suas redações e e-mails formais.

  1. Deixa eu escrever/Deixa-me escrever

Quando os verbos “deixar”, “fazer”, “ver” e “mandar” vêm seguidos de infinitivo, usam-se os pronomes oblíquos no padrão culto da língua: “Deixa-me escrever”. Aqui, porém, um adendo. “Esse tipo de construção com pronomes retos (‘deixa eu estudar’, ‘deixa ele estudar’) está se tornando cada vez mais comum, fundamentalmente na linguagem oral”, destaca o professor Eduardo Calbucci, em uma ressalva de que o certo e o errado podem não ser absolutos se levarmos em consideração a evolução da língua.

  1. Seguem anexos os documentos (certo)/Seguem os documentos em anexo (errado)

Expressões bem comuns em e-mails. Se funciona como adjetivo, indicando que algo está ligado, a palavra “anexo” não exige o uso de “em” e deve concordar em gênero e número com o substantivo a que se refere – no caso, “documentos”. De outra forma, se o interlocutor quer dizer o modo pelo qual algo está sendo enviado, é preferível dizer “no anexo” em vez de “em anexo”.

  1. Proibida a entrada (certo)/Proibido a entrada (errada)

O sujeito da oração é “a entrada”, feminino e acompanhado de artigo, por isso “proibido” concorda com “entrada”: “Proibida a entrada”.

  1. Vamos nos ver amanhã? (certo)/ Vamos se ver amanhã? (errado)

O sujeito do verbo “vamos” é de primeira pessoa do plural (nós), por isso a forma correta é “vamos nos ver”.

  1. Senão/Se não

A escolha depende bastante do que você quer expressar. “Senão” é “caso contrário” ou “a não ser”. “Se não” mostra uma condição, como em “se não sabe como fazer, não faça”.

  1. Dia a dia/Frente a frente/Cara a cara

Nenhuma das expressões tem acento no “a”. O acento grave não deve ser utilizado em termos com palavras repetidas.

  1. Meio-dia e meia (certo)/ Meio-dia e meio (errado)

Quando a palavra “hora”, aqui implícita, é fracionada, sempre utiliza-se “meia” – portanto, “meio-dia e meia”. “Meia” é numeral fracionário e deve concordar em gênero com a unidade fracionada. Outra coisa: “meio-dia” permanece com hífen, mesmo após o Novo Acordo Ortográfico.

  1. Eminente/Iminente

Formas parecidíssimas, significados diferentes e grande chance de confusão. Para memorizar: “eminente” está relacionado a qualidade, excelência, como em “é um profissional eminente”; já “iminente” indica que “vai acontecer em breve”.

  1. Descrição/Discrição

Mais um caso de grafia e pronúncia semelhantes e significados distintos. “Descrição” está relacionada ao ato de detalhar algo, reunir características. Entre seus sinônimos, dependendo do contexto, estão palavras como “exposição” e “apresentação”. Já “discrição” é a qualidade de alguém ou algo discreto, que não chama muita atenção.

  1. Sessão/Seção

A forma com S, “sessão”, é o intervalo de tempo em que alguma coisa acontece, por isso sessão de cinema, sessão fotográfica, sessão da tarde… Já “seção” é como divisão, uma parte de um todo, daí seção eleitoral, seção feminina e seção do jornal, por exemplo.

  1. Admitem-se vendedores (certo)/ Admite-se vendedores (errado)

No exemplo, o verbo “admitir” é transitivo direto. Como tal, não exige preposição entre ele e o objeto da frase e concorda em número com o sujeito. Portanto, o correto é dizer “admitem-se vendedores”.

  1. Precisa-se de vendedores (certo)/ Precisam-se de vendedores (errado)

Já nesse exemplo, a maneira correta é “precisa-se de vendedores”. Quem precisa, precisa “de” algo, daí a necessidade da preposição. Como verbo transitivo indireto, portanto, “precisar” permanece no singular.

  1. Supor/Transpor

Os verbos derivados do verbo “pôr” serão conjugados como o verbo primitivo.

Errado: Se você supor que o seu plano dará certo, nós poderemos executá-lo.

Certo: Se você supuser que o seu plano dará certo, nós poderemos executá-lo.

  1. Manter/Conter

Os verbos derivados do verbo “ter” serão conjugados como o verbo primitivo.

Errado: Se você manter a rotina de treinos, alcançará excelentes resultados.

Certo: Se você mantiver a rotina de treinos, alcançará excelentes resultados.

  1. Tinha chego/Tinha chegado

Existem alguns verbos, chamados de abundantes, que admitem duas formas de particípio passado, entre eles “aceitar” (aceitado e aceito), “imprimir” (imprimido e impresso) e “eleger” (elegido e eleito). “Por analogia, obtêm-se formas como ‘chego’, ainda não acolhidas pela norma culta”, explica o professor Eduardo Calbucci. Ou seja, vá de “tinha chegado”.

  1. Na minha opinião (certo)/ Na minha opinião pessoal (errado)

“Na minha opinião pessoal” é um pleonasmo, ou seja, a repetição desnecessária de uma informação, uma redundância: sua opinião já é pessoal. Por isso, diz-se apenas “na minha opinião”.

  1. Anos atrás (certo)/ Há anos atrás (errado)

“Há anos atrás” também é um pleonasmo, pois o verbo “há”, nesse sentido, já indica passagem do tempo. Diga apenas “há anos” ou “anos atrás”.

  1. De encontro a/Ao encontro de

Aqui temos praticamente opostos em termos de sentido. “De encontro a” expressa conflito, como em “sua opinião foi de encontro ao que ele acreditava”. Já “ao encontro de” expressa satisfação, “estar de acordo com”, ir “em direção a”: “Uma lei que vem ao encontro dos menos favorecidos”.

  1. Por hora/Por ora

As duas expressões existem, mas dependem do contexto. “Por hora” está relacionada a um intervalo de 60 minutos: “Pedala 20 km por hora”. “Por ora” significa, simplesmente, “por enquanto”.

  1. Ratificar/Retificar

Verbos com sentidos bem diferentes: “ratificar” é confirmar; “retificar” é corrigir.

Texto de O Globo

Desfile del orgullo LGBT en São Paulo, considerado el mejor del mundo

Este domingo 18 de junio comienza la 21ª edición del desfile del orgullo gay en São Paulo, Brasil.

El orgullo gay (Gay Pride) surgió en 1970 en conmemoración de los motines de Christopher Street, cuando un ejército de policías neoyorquinos se enfrentó a una multitud indignada ante la brutal redada que se había llevado a cabo por los bares homosexuales de la ciudad.

Aunque son muchos los países que celebran la Marcha del Orgullo, Brasil es el país que lidera esta impresionante celebración, consiguiendo reunir entre 2 y 4 millones de participantes, motivo por el que tiene el título de “Orgullo más grande” en el Libro Guinness de los récords.

La Asociación de la Marcha del Orgullo de Gais, Lesbianas, Bisexuales y Transgéneros de São Paulo junto con el gobierno municipal, presentaron el martes 13 de junio la programación con su tema “Independientemente de Nuestras Creencias, Ninguna Religión es Ley. Todas y Todos por un Estado Laico”.

Entre las principales atracciones, destacan las cantantes Daniela Mercury y Anitta, y se prevé una participación de alrededor de 3 millones de personas.

Como todos los años, la Marcha empezará en el centro de la Avenida Paulista, frente al Museo de Arte de São Paulo (MASP), a partir de las 10.00 am (hora local) con un recorrido de aproximadamente 3,5 kilómetros, terminando en la calle Consolación.

El desfile contará con 19 tríos eléctricos (carrozas temáticas) coronados por bailarines, activistas y celebridades y patrocinados por instituciones y empresas que apoyan el movimiento LGBT y están comprometidas con el combate y el fin de la discriminación, ya sea étnica o de género.

Como broche final, en el Valle del Anhangabaú, contará con la cantante Tâmara Angel y otros artistas de la noche LGBT, como el famoso club gay de São Paulo The Week, que lanzará su himno anual al hedonismo con el Festival Eterna.

Pero no sólo São Paulo lo celebra por todo lo alto, muchas ciudades pequeñas también organizan sus propias marchas, como es el caso de Juiz de Fora, precursora en manifestaciones de este género que tiene su punto álgido en el mes de agosto con el concurso Miss Brasil Gay, organizado por el Movimiento Gay de Minas y que reúne a miles de personas en las calles de la ciudad.

La primera Marcha del orgullo LGBT en São Paulo se realizó en 1997 con unos 2 mil participantes, siendo hoy uno de los motores del turismo de esta ciudad con más de 20 millones de habitantes, tal y como afirma João Dória, El alcalde de la ciudad: “La marcha es, al lado de la Fórmula 1, el mayor evento de flujo turístico de nuestra ciudad, tiene un impacto económico de gran expresión. Además de la causa, contribuye a la economía, generando ingresos, empleos e imagen internacional”

Ahora ya no tienes excusa, si planeas viajar, pon rumbo a Brasil y enamórate de la ciudad vestida con los mejores colores.

Llegan las Fiestas Juninas, ¡no te las pierdas!

Durante prácticamente todo el mes de junio, las calles de Brasil estarán de celebración, y es que llegan las Fiestas Juninas (“Festas Juninas” en portugués) un gran evento que, sin duda, no te puedes perder.

Estas fiestas se celebran con la llegada de San Antonio, San Juan y San Pedro, coincidiendo con el mes en el cual también ocurre el solsticio de invierno en el hemisferio sur.

Su historia se remonta a cuando los colonizadores que llegaban desde Europa celebraban los primeros días de calor que anunciaban la llegada de la temporada de verano; al igual que sucede con la Navidad, en el hemisferio Sur se celebran a períodos del año cambiados.

Las Fiestas Juninas comenzarán el día 13 de junio con la fiesta de San Antonio, continuando con la fiesta de San Juan el día 24 de junio terminando con la popular fiesta de San Pedro el día 29 de junio.

No importa que ya hayas visto las Fiestas Juninas ya que te sorprenderás igual que la primera vez que las vistes, y es que cada ciudad festeja la llegada de la Fiesta Junina de un modo distinto. En cada zona del país preparan diferentes espectáculos musicales, desfiles, bailes y todo tipo de expresiones culturales tradicionales del lugar.

Fiestas Juninas

Es como una especie de competición sin serlo, cada ciudad intentará tener la mejor fiesta de todas, y las autoridades de cada municipio se ponen todos los años manos a la obra para traer a los más reconocidos músicos que brindan recitales multitudinarios dignos de ver en todos los rincones de Brasil.

Una de las ciudades que es considerada la mejor del país para este tipo de eventos, es Mossoró, al nordeste de Brasil, sumándose más gente año tras año, por lo que la afluencia de turismo en esos días es muy importante en la ciudad y hay una gran industria que gira en torno a ello.
Las ciudades de Campina Grande y Caruaru, en el noreste brasileño, también han destacado por organizar las Fiestas Juninas más grandes, así como Rio de Janeiro, Maceió y São Luís.

Brasil es un país muy devoto, por lo que no es de extrañar que aquellas zonas que son más secas, aprovechen la ocasión para agradecer a San Pedro y San Juan por las lluvias que les permiten una buena cosecha, y de paso pedir para la cosecha próxima.

La Fiesta Junina se desarrolla en unos lugares denominados “arriales”.

Fiestas Juninas

Estos son decorados con banderines de colores, globos y paja de coquero, y es ahí donde se llevan a cabo las “Quadrilhas”, que son los bailes tradicionales de la Fiesta Junina, que tienen variantes según la ciudad y la tradición.

Las Quadrilhas más conocidas son:

•Quadrilha Caipira (San Pablo)
•”Sarue”, corruptela do termo francés (Centro de Brasil)
•Baile Sifilítico (Bahía)
•Mana-Chica (Rió de Janeiro)
•Quadrilha de Sergipe
•Quadrilha Matuta

Brasil y Portugal también están conectados por la Fiesta Junina, y es que se celebra en ambos países, aunque Portugal no lo celebra con tanto fervor ni entusiasmo como lo hacen las calles de Brasil. Para Portugal es una fiesta importante pero de menores dimensiones, sin embargo para Brasil es todo lo contrario, llegando a preparar grandes banquetes y reuniones.

Comidas típicas de las Fiestas Juninas

Las comidas tradicionales tienen un ingrediente protagonista, el maíz, ya sea hervido, en palomitas, en budines, o en pastas dulces.

Otros alimentos muy utilizados, también representativos de la abundancia, son la mandioca, el maní y la tapioca, acompañados de bebidas típicas para acompañar el ánimo festivo.

comidas_tipicas_juninas

Entre las comidas típicas en las Fiestas Juninas, estas son las que más destacan:

Pamonha: es una pasta elaborada con maíz, que se prepara en forma de bollo, y se cocina envuelta en las propias hojas del maíz. Puede hacerse con diferentes sabores, de sal, de dulce, o rellenadas con lomo, longaniza, pollo. El nombre significa holgazán o tonto en portugués. Esta comida es típica de la ciudad de Goiậnia.

Cuscús: Heredado de la cocina árabe, el cuscús es uno de los principales platos juninos, preparado con maíz, sémola de trigo o tapioca. Se elabora con diversos ingredientes: ajo, cebolla, guisantes, huevo duro, perejil, tomate y sardinas.

Curau: Dulce postre brasileño proveniente de San Pablo y el Mato Grosso. Se prepara con maíz, leche condensada y coco.

Canjica: Es un dulce típico y tradicional de raíces portuguesas y sus principales ingredientes son el maíz, la leche y el azúcar. Se puede saborizar con cacahuetes, canela y leche de coco. De raíces portuguesas, este un postre no falta en ninguna fiesta junina.

Bagel: Es un pan elaborado con harina de trigo, cacahuete tostado y leche condensada y con un agujero en el centro, como los donuts. Antes de ser horneado se cocina en agua brevemente, dando como resultado un pan denso con una cubierta exterior ligeramente crujiente.
Manzana del amor: Es la clásica manzana caramelizada. La manzana es sumergida en un jarabe de azúcar para quedar más dulce y brillante.

Arroz doce: El “arroz dulce” o “arroz con leche” es un postre de la gastronomía de diversos países, aunque de orígenes portugueses. Se prepara con arroz, leche, huevos y azúcar y se le espolvorea por encima vainilla, ralladura de limón o naranja y canela para aromatizarlo. Se sirve frío o caliente.

Quentão: Popular vino caliente, hecho con jengibre, clavo, canela, agua, azúcar y un poco de cachaza. Se bebe durante las noches festivas para aplacar los fríos, sobre todo al sur de Brasil. En el sureste y noreste de Brasil, el vino caliente se hace con ron en lugar de vino , debido a las grandes producciones de caña de azúcar en estas regiones.

Si quieres aprender portugués de una forma divertida, no dudes en pasarte por cualquiera de los dos países y disfrutar de esta fantástica fiesta.

Fuente: viajebrasil.com, wikipedia

Basílica de Nuestra Señora Aparecida

La Basílica de Nuestra Señora Aparecida es el segundo templo más grande del mundo, sólo superado por la Basílica de San Pedro, en el Vaticano.

Se encuentra en el estado de São Paulo, en la ciudad de Aparecida, allí se haya la imagen de Nuestra Señora Aparecida, patrona de Brasil, y su historia es digna de mención.

Su historia

Todo comienza en 1717, cuando Pedro Almeida, el gobernador de São Paulo, se dirigía hacia Minas de Gerais. Al pasar por la villa de Paraíba, pidió a tres pescadores del lugar que los provinieran de pescado fresco.

Domingo Martins, Felipe Pedroso y Juan Alves, fueron los tres pescadores elegidos.
Se dirigieron al rio Paraíba do Sul, pero después de un tiempo, seguían sin pescar nada. Navegaron río arriba, a la altura del puerto Itaguassú, donde siguieron intentándolo, hasta que uno de ellos pescó algo. Era una estatua de cerámica cubierta de barro, el cuerpo de una virgen sin cabeza, de 36 centímetros.

Volvieron a echar la red y sacaron la cabeza de la imagen, de tez negra. Se trataba de Nuestra Señora de la Concepción. Inmediatamente después, el río se colmó de miles de peces.

El pescador Felipe Pedroso se quedó con la imagen y quince años después, se fue a vivir a Itaguassú, donde la encontró.

En el año 1733, Felipe regaló la imagen a su hijo Atanacio, quien construyó un oratorio para venerar a la virgen junto con sus familiares y vecinos.
Muy pronto empezó a correrse la voz de los milagros que realizaba la virgen a quienes le pedían favores, y la capilla se quedó pequeña.


El 26 de julio de 1745 se inauguró una capilla más grande en el Morro de los Coqueiros, que mandó construir José Alves, vicario de la parroquia de Guaratinguetá. Alrededor de la capilla, comenzó a construirse un pueblo.

La imagen fue colocada dentro de un cofre en la piedra angular que el Cardenal Patriarca de Lisboa, Manuel Gonçalves Cerejeira trajo de la cueva de Fátima.

Pero el número de peregrinos y feligreses seguía creciendo y tuvieron que ampliar la capilla hasta en dos ocasiones. En 1852 y en 1888.

En 1908 el templo fue elevado a la categoría de Basílica menor y en 1930, el Papa Pío XI declaró a Nuestra Señora Aparecida Patrona del Brasil.

En 1946 se empezó a construir la actual Basílica y Santuario (Basílica Nova), y en el año1980, fue consagrada oficialmente a Nuestra Señora de Aparecida por el papa Juan Pablo II.

En 1954, cuando se realizó el Primer Congreso Nacional de Nuestra Señora de Aparecida, la CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pidió a la Santa Sede fijar la fecha oficial el 12 de octubre, petición que fue atendida.

Cada 12 de octubre, miles de fieles provenientes de todo el mundo se consagran en el fervor religioso.

Datos

  • La Basílica tiene unas dimensiones monumentales: 173 metros de largo, 168 metros de ancho, superficie cubierta de 18.000 metros cuadrados, la cúpula es de 80 metros de altura y capacidad para 45.000 personas, con 75.000 en todo el complejo..
  • La torre de la Basílica mide 100m de altura en la cual los peregrinos pueden subir con modernos ascensores para observar la ciudad de Aparecida y el puerto de Itaguassú donde se encontró la imagen de Nuestra Señora.
  • En el Santuario Nacional de Nuestra Señora, los peregrinos cuentan con ambulatorio médico, bazar, sala de bautizados, capilla de penitencia, salón para las comidas, guardería, aparcamiento, exposición, museo, sala de las promesas y centro de apoyo al romero, donde el comercio religioso es bastante diversificado.
  • La Pasarela de la Fe fue inaugurada en 1972 para unir la Basílica Vieja a la Basílica Nueva. La construcción en forma de “S” es un homenaje a la Santa Nossa Senhora da Conceição Aparecida. La pasarela es destino cierto para quien visita la ciudad, especialmente los domingos, cuando, en el horario de las misas, la acera acaba repleta de visitantes. La pasarela de la Fe tiene 500 metros de extensión. En la parte más alta de la Pasarela es posible tener una visión panorámica de la ciudad.
  • Su estilo barroco está marcado por dos torres y campanas. Los escalones de piedra de la entrada del templo están gastados y marcados por los pies de millones de fieles que visitan el lugar todos los años. El templo ya pasó por reformas y ampliaciones que están siendo registradas en las diversas fechas clavadas en sus imponentes paredes externas.
  • En el interior de la Iglesia, el altar y el retablo fueron esculpidos en mármol de Carrara, en Italia. Los púlpitos y las tallas ornamentales fueron esculpidos en cedro.
  • La Capilla de las Velas está en la Basílica Nueva. La cantidad de puntos luminosos forma un espectáculo, que emociona a quien llega allí. Son velas de todos los tamaños y formas, que representan los pedidos y los agradecimientos de los fieles.
  • La sala de los Milagros y de las Promesas está en el subsuelo de la Basílica Nueva y es uno de los lugares más visitados del Santuario. El ambiente fue creado para recibir y exponer las piezas entregadas por los fieles, como las fotografías, que cubren completamente las paredes de la sala.
    Actualmente,
  • Aparecida recibe la visita de 7 millones de personas anuales.

Semana do livro: Mia Couto “O Fio das Missangas” (Níveis B2 a C2)

“…Quando me vieram chamar, nem acreditei:
– É Zuzézinho! Está caindo do prédio.
E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.
Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. Que sucedera para se suicidar, desabismado? Que tropeção derrubara a sua vida? Podia ser tudo: os tempos de hoje são lixívia, descolorindo os encantos.

Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.
Atirara-se quando? Já na noite anterior, mas o povo só notara no sequente dia. Amontara-se logo a mundidão e, num fósforo, se fabricaram explicações, epistemologias. Que aquilo provinha de ele ter existência limpa: lhe dava a requerida leveza. Fosse um político e, com o peso da consciência, desfechava logo de focinho. Outros se opunham: naquele estado de pelicano, o cidadão fugia era de suas dívidas. Ninguém cobra no ar.
Houve até versão dedicadamente cristã. Um mirone, longilongo, vestido como se coubesse numa só manga, bradejou apontando o firmamento:
– Aquilo, meus senhores, é o novo Cristo.
E o magricela prosseguiu, em berros: Cristo nos escancarou as portas de quê? Do céu, caros confrades. Do céu. Pois agora, o supramencionado Zuzé nos mostrava o caminho celestial. E fazia-o sem ter que morrer, o que era uma reconhecida vantagem.
– Aquilo, meus senhores, é o Cristo descrucificado.
Mandaram que calasse. Outros, mais práticos, se ocupavam com o que se iria seguir. E vaticinavam um fim, enfim:
– O tipo vai demorar assim, uma infinidade de dias.
– Vai é morrer de sede e fome.
Se nem na terra se comia nas vigentes condições, quanto menos nas nuvens. A mim me abalava era a urgência de meter mãos na obra. Alguém devia fazer a certeira coisa. E gritei, entre os zunzuns:
– Chamaram os bombeiros?
Sim, mas estavam em greve. Estivessem no activo faria pouca diferença: eles não tinham carros, nem escada, nem vontade. Eram, na verdade, bombeiros bastante involuntários.
Fazia-se tarde, as pessoas reentravam. Ficaram uns quantos, escassos e silenciosos. Voltei a olhar o céu e foquei melhor o meu amigo Zuzé. Seu rosto exalava tais serenidades que parecia dormir. As pernas, estendidas como fiamingo, cruzavam nos tornozelos, os braços almofadando a cabeça. Parecia apanhar banhos de céu. Que coisa passaria em sua mente?
Foi quando notei, a meu lado, a moça chorando. Era tão miúda que confundi ser sua filha. Cheguei mesmo a perguntar à jovem. Que filha? Era, sim, sua paixão escondida. Aquilo se convertia em assunto de novela, drama sem faca nem alguidar. Nem valia querer saber. A moça não tinha outra explicação senão a lágrima.
Aos poucos, se retiraram todos. Fiquei eu e a moça. Ela se encostou em meu ombro, parecia adormecida. Não fosse o respingar de sua voz, ladainhando. Continuava chorando? Não. Rezava. Ela rezava para que chovesse. Ao menos, ele beberia gotinhas do céu e não secaria como o tubarão em salmoura. Que a moça tivesse invocado os certos espíritos ou fosse capricho das forças naturais: a verdade é que, no instante, começou a chover. E choveu nos dois seguintes dias.
Onde nada se passa, tudo pode acontecer. E a multidão se foi rendendo, em turnos. Guarda-chuvas encheram o espaço e os receios começaram a ganhar voz:
– A chover assim, o tipo vai ensopar, ganhar peso e desandar por aí abaixo.
Os deuses tivessem ouvidos. Parou de chover. E os dias seguintes prosseguiam como se o próprio ar tivesse parado. O voo de Zuzé já era um atractivo da cidade. Negócios vários se instalaram. Turistas adquiriam bilhetes, cicerones do fantástico explicavam versões inéditas de como Zuzé nascera com penas no sovaco e descendia de uma família de secretos voadores. O fulano era o congénito destrapezista. O próprio tio alugava um megafone para que enviassem mensagens e votos de boas bênçãos. Até eu paguei para falar com o meu velho amigo. Quando, porém, me vi com o megafone não soube o que dizer. E devolvi o instrumento.
De facto, vieram as autoridades devidas, por via do chefe máximo das forças policiais se fizeram ouvir por devido altifalante:
– Desça em nome da lei!
O político por trás lhe segredava as deixas. As massas, os eleitores, ansiavam por um desempenho.
– Continue a dar ordens. Continue, mais firme! – incitava o político. O
porta-voz obedecia, estridenteando:
– O seu comportamento, caro concidadão, é verdadeiramente antidemocrático.
Contra os direitos humanos, bichanava o político. Contra a imagem de estabilidade de que a nação carecia, ainda acrescentou o falante. Os doadores internacionais se espantariam com o desacontecimento. Mas Zuzé nem água ia nem água vinha. Sorria, em trejeito malandro.
E, agora, pronto: ponho ponto. Nem me alongo para não esticar engano. Pois tudo o que vos contei, o voo de Zuzé e a multidão cá em baixo, tudo isso de um sonho se tratou. Suspirados fiquemos, de alívio. A realidade é mais rasteira, feita de peso e de pés na terra.
Mas eu, no dia seguinte, não estava certo do meu sossego. E fui ao local para me certificar de quanto eu devaneara. Encontrei tudo arrumado no regime da cidade. Lá estava o céu, vazio de humanos voadores.Só o competente azul, a evasiva nuvem. E os pássaros mais sua avegação. E mais a praça, bem terrestre, desumanamente humana. Tudo sem notícia, tudo pouco sonhável.
De repente, vi a moça. A mesma do sonho. Ela, sem tirar nem opor. E, para mais, continuava olhando os céus. Me cheguei e ela, sem deixar de olhar para o firmamento, sussurrou:
– Já não o vejo. E o senhor?
– Eu, o quê?
– O senhor consegue ver Zuzé?
Menti que sim. Afinal, mais valia um pássaro. Mesmo de fingir. Deixássemos Zuzé voar, ele já não tinha onde tombar. Neste mundo, não há pouso para aves dessas. Onde ele anda, é outro céu.”

Excerto do livro de contos do moçambicano Mia Couto, “O Fio das Missangas”. A obra apresenta 29 narrativas curtas

SOBRE O LIVRO

O fio das missangas, de Mia Couto, lançado em 2009, é um dos títulos do contista e romancista moçambicano. Nos 29 contos reunidos nesta obra o autor se apropria da escrita para criar singelos pedaços de vida. Os habituais neologismos de obras como Terra Sonâmbula e O Outro Pé da Sereia agora são empregados como instrumento de interpretação. É preciso abstrair o sentido puro da palavra e mergulhar no simbolismo para sorver os muitos significados de, por exemplo, “A Saia Almarrotada”, ou “Mana Celulina, a Esferográvida”. Couto faz música com diálogos e em textos breves condensa a alma de seu país. 

O fio das missangas” adentra o universo feminino, dando voz e tessitura à almas condenadas à não-existência e ao esquecimento. Como objetos descartados, uma vez esgotado seu valor de uso, as mulheres são aqui equiparadas ora a uma saia velha, ora a um cesto de comida, ora, justamente, a um fio de missangas.

 

SOBRE O AUTOR

Mia Couto, pseudónimo de António Emílio Leite Couto nasceu na Beira (Moçambique) a 5 de julho de 1955. É biólogo e escritor. Considerado um dos escritores mais importantes de Moçambique, é o escritor moçambicano mais traduzido. Em muitas das suas obras, Mia Couto tenta recriar a língua portuguesa com uma influência de Previano alien do planeta prévia moçambicana, utilizando o léxico de várias regiões do país e produzindo um novo modelo de narrativa africana. Terra Sonâmbula, o seu primeiro ramnace, publicado em 1992, ganhou o Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos em 1995 e foi considerado um dos dez melhores livros africanos do século XX por um júri criado pela Feira do Livro do Zimbabué. A 25 de Novembro de 1998 foi feito Comendador da Ordem Militar de Sant’Iago de EspadaEm 2007, foi entrevistado pela revista Isto É. Foi fundador de uma empresa de estudos ambientais da qual é colaborador. Em 2013 foi homenageado com o Prémio Camões, que lhe foi entregue a 10 de Junho no Palácio de Queluz pelas mãos dos então presidentes de Portugal, Cavaco Silva e do Brasil, Dilma Rousseff. 

DO MESMO AUTOR

A origem do Brasil e do seu nome

A origem do Brasil

Imagem da Navegação portuguesa

Durante o período de navegação Espanha e Portugal, estavam em busca de caminhos alternativos para chegar até a Índia. Em 1492, o navegante, Cristovão Colombo, servindo a Espanha, acaba descobrindo a América, garantindo novas expectativas para as descobertas. No mesmo ano os países Portugal e Espanha, fizeram um acordo chamado “Tratado de Tordesilhas”.

Esquadrilha Portuguesa

Em 1500, no meio das navegações, surge uma esquadrilha portuguesa, composta de 13 caravelas, chefiada por D. Pedro Álvares Cabral, que tinha uma missão dupla, estabelecer um contato diplomático com a Índia, alcançada alguns anos antes por Vasco da Gama, e outra missão, mais secreta: desviar-se um pouco de sua rota e explorar as terras desconhecidas no lado português da linha divisória estabelecida pelo Tratado. Antes dele, outros navegadores portugueses já haviam constatado a existência dessas terras, sem desembarcar.

Navegando com uma esquadrilha, Cabral parte do Tejo, no dia 9 de Março de 1500, acompanhado com uma frota aproximada de 1000 homens na embarcação.

Pedro Álvares Cabral, seguiu as linhas  da costa africana, estando próximo de Guiné e no meio do caminho, resolvem desviar a tal frota combinada pelas autoridades.

No dia 26 de Maio de 1500, Frei Henrique Soares rezou uma missa de ação de graças, numa pequena ilha chamada Coroa Vermelha. Transferiram-se então para o continente, onde asseguraram a posse da terra com outra missa, rezada com a presença dos índios  catequizados ,o encontro seguinte no dia 1° de maio.

Após a conclusão da missa, Cabral, parte para Índia, mas antes manda uma carta notificando o rei de Potugal a descoberta feita na viajem. Era uma carta escrita pelo Pêro Vaz Caminha.

Imagem Plantação Pau-Brasil (1500)

Em curto prazo Pedro Álvares Cabral retorna ao local,com o objetivo de buscar novas riquezas como por exemplo o ouro e a construção de móveis, feito por uma planta chamada “Pau -Brasil”, decidido de ter alcançado uma grande ilha, que denominou Ilha de Vera Cruz (Ilha explorada anteriormente), outras expedições vieram explorar o local descoberto por Cabral, e averiguando ser realmente um continente, denominaram-no Terra de Santa Cruz, em homenagem ao Cruzeiro do Sul,  principal constelação vista desta área e também usada para localizar as regiões para os navegantes,presente nos objetos chamado Bússula.

Em 1511, depois da descoberta do pau-brasil, madeira muito útil para a construção de móveis,para serem exportados, logo foi explorada pelos portugueses, a nova terra recebeu o nome de Brasil.

A origem do nome Brasil

O nome do Brasil foi simbolicamente relacionado à natureza e à paisagem brasileira pelos portugueses que colonizaram o país.

Assim que chegaram ao território brasileiro em 1500, os viajantes portugueses estiveram diante de uma terra que inicialmente para eles era uma ilha. Após outras expedições e do reconhecimento territorial, os lusitanos perceberam que estavam diante de uma área de proporção continental. Iniciava-se, então, uma discussão simbólica e importante acerca do nome a ser dado para a terra recém-descoberta.

Essa incerteza em relação ao tamanho do território gerou o primeiro nome da região que foi “Ilha de Vera Cruz”. Esse primeiro nome foi dado por Pedro Álvares Cabral quando chegou à terra recém-encontrada, porém, a discussão em torno da escolha de um nome para essa região da América estava apenas começando. Foi na expedição de Gonçalo Coelho – a mando do rei D. Emanuel – que os portugueses, tendo melhor conhecimento do tamanho do território, criaram outros nomes para a região, como “Terra dos papagaios” e “Terra de Santa Cruz”, sendo esta última nomenclatura criada pelo rei português D. Emanuel.

A procura pelo nome ideal que representasse a terra gerou certa confusão, tanto que Pedro Vaz de Caminha em sua carta enviada ao rei de Portugal utilizou dois termos diferentes sobre o mesmo território, Terra de Vera Cruz e Ilha de Vera Cruz. Essa confusão realçava a problemática em torno da criação de um nome para uma terra até então desconhecida pelos europeus, mas que chamava a atenção pelo sua paisagem diversificada e diferente do cenário das cidades europeias

Outro nome logo surgiu a partir das primeiras extrações de pau-brasil das florestas. Os navegantes começaram a denominar o território de Brasil por causa dessa árvore que durante as três primeiras décadas foi o principal motivo de viagens dos portugueses à região encontrada por Cabral. Portanto, o nome Brasil fixou-se no imaginário dos viajantes e dos colonizadores e prevaleceu sobre as outras nomenclaturas.

Contudo, a polêmica em relação ao nome do território que hoje se chama Brasil voltou à tona na escrita de alguns estudiosos após o processo de colonização da América Portuguesa. No início do século XX, autores como Adolfo Varnhagen e Capistrano de Abreu contestaram a versão original de que o nome Brasil teria surgido em virtude da extração de pau-brasil. Na concepção de Capistrano, a origem do termo relaciona-se à existência de uma ilha imaginária na costa da Irlanda. Essa ilha irlandesa era um local cercado por misticismo e sua existência real não foi comprovada.

Essa ilha era denominada de “Brazil” e, durante a Idade Média, ela foi até mesmo representada em mapas que induziram à comprovação de sua materialidade. Esse local era cercado por mistérios e as tradições célticas afirmavam que o rei “Brasal” fixou moradia nela após sua morte. Dessa forma, poetas relatavam que essa ilha coberta de bruma não era de fácil acesso, e o simbolismo em volta dela continuava vivo. Como os portugueses tinham a representação desta curiosa ilha em seus mapas, alguns escritores do século XX, como Gustavo Barroso, defenderam a tese de que o nome do Brasil estaria relacionado originalmente a esta ilha, e não à extração de pau-brasil como se acreditava.

O povo brasileiro foi originado a partir da miscigenação entre diferentes etnias

população brasileira é bastante miscigenada. Isso ocorreu em razão da mistura de diversos grupos humanos que aconteceu no país. São inúmeras as raças que favoreceram a formação do povo brasileiro. Os principais grupos foram os povos indígenas, africanos, imigrantes europeus e asiáticos.

Povos indígenas: antes do descobrimento do Brasil, o território já era habitado por povos nativos, nesse caso, os índios. Existem diversos grupos indígenas no país, entre os principais estão: Karajá, Bororo, Kaigang e Yanomani. No passado, a população desses índios era de quase 2 milhões de pessoas.

Povos africanos: grupo humano que sofreu uma migração involuntária, pois foram capturados e trazidos para o Brasil, especialmente entre os séculos XVI e XIX. Nesse período, desembarcaram no Brasil milhões de negros africanos, que vieram para o trabalho escravo. Os escravos trabalharam especialmente no cultivo da cana-de-açúcar e do café.

Imigrantes europeus e asiáticos: os primeiros europeus a chegarem ao Brasil foram os portugueses. Mais tarde, por volta do século XIX, o governo brasileiro promoveu a entrada de um grande número de imigrantes europeus e também asiáticos. Na primeira metade do século XX, pelo menos quatro milhões de imigrantes desembarcaram no Brasil. Dentre os principais grupos humanos europeus, destacam-se: portugueses, espanhóis, italianos e alemães. Em relação aos povos asiáticos, podemos destacar japoneses, sírios e libaneses.

Tendo em vista essa diversidade de raças, culturas e etnias, o resultado só poderia ser uma miscigenação, a qual promoveu uma grande riqueza cultural. Por esse motivo, encontramos inúmeras manifestações culturais, costumes, pratos típicos, entre outros aspectos.

Fonte: brasilescola.uol.com.br

Quem não conhece Caetano Veloso?

Texto em português de Brasil para todos os níveis de A1 a C2

Dificuldade: básica

Você conhece o músico Caetano Veloso?

Caetano Emanuel Viana Teles Veloso nasceu no dia 7 de agosto de 1942, na pequena cidade de Santo Amaro da Purificação, na Bahia (Região Nordeste do Brasil).

Cresceu numa família numerosa e amante da música. Da mesma família saíram a voz de tom grave de sua irmã Maria Bethania, igualmente adorada dentro e fora do Brasil; e artistas como sua sobrinha Belô Velloso e os filhos Tom e Moreno Veloso.

Além de cantor e compositor, Caetano também é cineasta, poeta e ativista.

A mãe, Dona Canô como era carinhosamente chamada, era amante da literatura e da música. Faleceu aos 105 anos: uma senhora muito simpática que transmitia muita ternura.

Ao longo da sua trajetória artística, Caetano influenciado pela Bossa Nova, fundou com outros grandes nomes da MPB (Música Popular Brasileira) o movimento chamado “Tropicália”, cuja idéia era renovar a forma das apresentações musicais no Brasil naquela época da ditadura militar (final dos anos 60).

Em 1967 lançou seu primeiro disco e desde então foram mais de 24 discos, fazendo sucesso nacional e internacionalmente.

Entre outros reconhecimentos, Caetano recebeu em 2016 o Prêmio da Música Brasileira pelo trabalho em parceria com Gilberto Gil: Dois amigos, um século de música.

CONCERTO DE CAETANO VELOSO no dia 4 de maio de 2017 às 21h00 no TEATRO CIRCO PRICE 

CAETANO PRESENTA A TERESA 

Depois de encantar o Brasil com Teresa Canta Cartola, em que faz uma homenagem ao grande poeta de Mangueira, Teresa Cristina volta aos palcos, para o lançamento físico em CD e DVD do álbum, e com a luxuosa apresentação de Caetano Veloso. A turnê, batizada de Caetano Apresenta Teresa, marca o primeiro projeto internacional dos artistas juntos.

Teresa abrirá a noite cantando o repertório de Cartola, e é seguida pela apresentação de voz e violão de Caetano. Juntos, os dois encerram o show cantando mais alguns poucos sucessos do cantor baiano, que volta em mais uma turnê acompanhado apenas por seu violão.

Bilhetes à venda na web: www.teatrocircoprice.es 

Link com as informações do concerto do dia 4 de maio de 2017

Ver Dona Canô cantando com Bethania e Caetano:

Para conhecer um pouco do seu último trabalho

 

 

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