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2018, o ano de Fernando Pessoa em Espanha

By 10 de diciembre de 2017Cultura

2018, o ano de Fernando Pessoa em Espanha

Museu Reina Sofia, em Madrid, terá uma grande exposição dedicada ao poeta português a partir de 6 de fevereiro.

O título ainda é provisório – Pessoa. Toda a Arte É Uma Forma de Literatura, bebendo palavras de Álvaro de Campos – mas certa é a realização de uma grande exposição no Museu Reina Sofia, em Madrid, que abordará o período artístico da modernidade portuguesa a partir dos princípios estéticos de Fernando Pessoa. E a data também já está certa: a inauguração está marcada para 6 de fevereiro de 2018, prolongando-se até 7 de maio. O português João Fernandes, subdiretor da instituição madrilena desde 2012, será o comissário.

“Há muito tempo que João Fernandes trabalha na ideia desta exposição”, revela ao DN Pedro Berhan da Costa, conselheiro cultural da Embaixada de Portugal em Espanha. “Vai ser uma exposição muito relevante e é o museu mais visitado de Madrid. Veremos obras de Almada Negreiros, Eduardo Viana e Sónia e Robert Delaunay, entre outros.” A embaixada, em parceria com o AICEP e o Turismo de Portugal, vai ainda organizar atividades paralelas como “mesas-redondas e um ciclo de cinema”. O conselheiro cultural destaca também a exposição que a Feria do Livro de Madrid está a preparar sobre “a parte de Pessoa ligada à astrologia”, bem como a peça de teatro que será representada em Valladolid, sobre a vida e obra de Pessoa, “que provavelmente também chegará aos Teatros del Canal de Madrid”

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Partindo das três estéticas desenvolvidas por Fernando Pessoa – paulismo, intersecionismo e sensacionismo -, a exposição juntará textos do poeta e obras das principais correntes estéticas portuguesas ao longo de mais de duas décadas (1914-1936). A introdução será dedicada à figura e pensamento de Pessoa como motor intelectual desse período e num segundo núcleo é explorado o termo pessoano intersecionismo, que reúne um conjunto de obras que têm em comum a sobreposição de planos, mantendo afinidades com o futurismo e o cubismo. Aí são apresentados quadros de Santa-Rita, fundador da revista Portugal Futurista (1917). Pela relevância e projeção do sensacionismo pessoano na vanguarda portuguesa, este será o tema de um outro núcleo.

Uma parte da exposição será dedicada às artes cénicas, incorporando informação relevante sobre as produções mais interessantes da época em teatro e dança, destacando-se a projeção com lanterna mágica das ilustrações que Almada Negreiros realizou para a obra La Tragedia de Doña Ajada, composição do músico espanhol Salvador Bacarisse estreada em 1929, tal como aconteceu em março, na Gulbenkian, em Lisboa, durante a exposição dedicada ao artista.

Em Madrid Diário de Notícias

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