Notas de prensa

Livros para ler no verão

By 3 de agosto de 2017 No Comments

Os 31 (quase) melhores livros para ler no verão

Uma sugestão de um livro por dia para quem tiver um mês de férias. Romances de autores consagrados e das novas gerações. Histórias de anjos a enganar humanos, teoremas, poetas e músicos

Mais de dois mil livros de todos os géneros foi a oferta de novidades que as editoras lançaram entre maio e julho a pensar na época de férias. Portanto, oportunidades de escolha não faltam aos leitores portugueses que queiram levar na bagagem um ou mais livros para ler enquanto vão a banhos ou passeiam longe do litoral. Mesmo assim, sendo a oferta grande nestes dias, não é tão boa como se poderia pensar. Ou seja, os leitores têm uma boa oportunidade para revisitar os clássicos, ler as boas novidades da rentrée do ano passado, os livros que fizeram sucesso no Natal ou os que foram publicados de propósito para a Feira do Livro. Nas novidades para o verão, há muito pouco sumo.

Posto de parte esse pequeno problema da oferta na literatura nem sempre tão apetecível como se gostaria, ainda restam muitas opções. Pois se falta aquele romance, há uma boa biografia para a troca. Se não se encontra o romance histórico capaz de nos transportar até ao passado, existe sempre um bom livro de divulgação histórica que entusiasma com os pormenores sobre as grandes figuras. Se não se vê na montra uma boa coletânea de contos, não faltarão bons livros de poesia. Se estão ausentes os bons thrillers e policiais, têm-se agora a variante de livros de mistério com sabor erótico, um novo filão a ganhar corpo nas editoras de todo o mundo. Portanto, caro leitor, apesar de se achar que as propostas editoriais poderiam ser bastante melhores, não há desculpa para ir de férias sem levar um livro, ou meia dúzia, de modo a entreter-se nos tempos livres e regressar com uma memória de um tempo bem passado a ler uma grande obra.O melhor do Diário de Notícias no seu email

Romance nacional

Qual o melhor romance de um escritor português para ler nas férias? Diga-se que não caem do céu aos trambolhões como acontecia em tempos de fartura. Se ainda não leu Da Natureza dos Deuses, o mais recente romance de António Lobo Antunes, este é o momento apropriado para o fazer. Trata-se de uma narrativa genial, com personagens bem delineados e uma história que entusiasma. Aliás, o mar surge neste romance constantemente, visto por uma nesga de uma janela. Se o ritmo regressa ao fulgor dos melhores romances do escritor, só a beleza da prosa justificaria as horas passadas com este grande romance.

Se o desejo é conhecer alguns dos novos autores da literatura portuguesa, a melhor sugestão será a de um romance que tem um título longo: Não se Pode Morar nos Olhos de Um Gato. Nada tem a ver com felinos, mas com um grupo de pessoas que naufragam e são obrigadas a conviver até ao dia final. A escritora Ana Margarida de Carvalho tece o seguinte encontro indesejado entre portugueses do século XIX, após a abolição da escravatura: um capataz, um escravo, um criado, um padre, um estudante, uma fidalga e a filha, e um menino pretinho a dar os primeiros passos. É uma luta pela sobrevivência, localizada numa praia que desaparece cada vez que a maré sobe.

Tem uma capa muito bonita o mais recente romance de Possidónio Cachapa, autor que há sete anos desapareceu do mapa e agora regressa com Eu Sou a Árvore. É um livro onde a natureza e o Homem se reúnem para se compreenderem. Como diz o autor: “Entre os homens e as árvores há tanto em comum que por vezes não se sabe onde começam uns e acabam os outros.”

Estranha-se o título, Macaco Infinito, mas o que está no interior do novo romance de Manuel Jorge Marmelo entranha-se. Parte de um teorema, o que dá nome ao volume, e que diz que um macaco pode digitar aleatoriamente num teclado por um intervalo de tempo infinito mas acabará por criar um texto já existente, como um de Shakespeare!… Confrontamo-nos, então, com uma história cujos personagens recordam partes da sua vida. O dono de um bordel senta-se em frente à máquina de escrever e tecla, enquanto uma bonita escrava sexual e um criado negro vão circulando pelas páginas. Numa palavra: inesperado.

Ao segundo romance, Terra Fresca, João Leal surpreende com uma viagem entre Sintra, Lisboa, Finlândia e Estados Unidos. Tudo começa com a reconstrução do Castelo dos Mouros na época da II Guerra Mundial, obra na qual surge uma maldição que se tornará central no livro 70 anos depois. Se gostar, vale a pena continuar a leitura deste autor com o seu primeiro livro, Alçapão, onde tudo teve origem.

É o romance mais estranho e, provavelmente mais belo, destes últimos anos na literatura portuguesa: Anunciações. Maria Teresa Horta recupera um episódio bíblico, o do anúncio do Arcanjo Gabriel à Virgem Maria de que ia ser mãe de Jesus. Só que os dois apaixonaram-se e vivem uma história de amor que sabem estar condenada à partida. O que diferencia este romance de todos os restantes é estar no registo da poesia, o que poderia parecer estranho mas não o é, pois a melodia da poesia rapidamente se transforma em suave prosa, que obriga o leitor a saltar de página em página até saber o desfecho. A obra tem 280 poemas e divide-se por catorze estações, as mesmas da Via Crucis, separação que ainda contribui mais para a estupefação do leitor. Se quer ser surpreendido, este é o livro deste verão.

Afonso Cruz raramente deixa de espantar pelas tramas que cria e o seu novo romance, ou novela, continua a fazer questão de se manter sob essa perspetiva. Vamos Comprar um Poeta é uma história inventada mas que muitas vezes possui um sabor demasiado real, pois até poderia ser mesmo assim a vida. Tudo se passa numa sociedade imaginária onde o materialismo domina a vida dos cidadãos, já que até a ingestão de alimentos é contabilizada ao grama. Há uma menina que deseja ter um poeta e, ao satisfazer esta vontade, vai entrar num mundo onde as palavras e os versos de alguns dos principais poetas mundiais vão desfilar de modo a mostrar-lhe algo que esse mundo inventado não possui e que necessita. Além de surpreender, a prosa de Afonso Cruz é sempre irrequieta, com volte-faces inesperados que colocam o leitor à espera das novidades que o autor consegue introduzir sem forçar.

Romance estrangeiro

Ao nível das mais recentes traduções, há um romance que não deve ser esquecido neste verão: O Ruído do Tempo, de Julian Barnes. Sobre este romance o autor disse: “A colisão entre Arte e Poder e o exemplo específico de Shostakovitch é o coração do meu romance.” Não foi por acaso, pois a narrativa tem como pano de fundo um acontecimento real, o que se passou em 1936, quando Estaline foi ao Teatro Bolshoi assistir à premiére da ópera do compositor, Lady Macbeth de Mtensk, e não ficou até ao fim. Terá sido, provavelmente, o autor da péssima crítica que saiu no jornal oficial, Pravda, que em nada elogiava a obra. A premissa de Julian Barnes é a de que à medida que o ruído do tempo diminui, escuta-se melhor a composição de Shostakovitch.

É impossível deixar de parte nas leituras deste verão o quarteto de romances assinados pelo pseudónimo Elena Ferrante, uma napolitana que lançou três livros antes de publicar uma tetralogia que apaixonou o mundo de forma transversal, pois até a maioria dos “intelectuais” declarou-se partidária da qualidade da obra. Tudo começa com o título A Amiga Genial, de 2011; continua com A História do Novo Nome; segue-se A História de Quem Vai e de Quem Fica e, recentemente, foi editado o livro que fecha o conjunto: A História da Menina Perdida. Há quem diga que é literatura para todos e existe quem aposte num leitor-alvo, principalmente feminino. Ignorando essa indefinição, estamos perante uma obra que surpreendeu e conquistou milhões de leitores em todo o mundo. Elena Ferrante é, sem dúvida, um nome incontornável e nestas férias o leitor poderá terminar de ler as aventuras napolitanas de Elena e de Lila com a calma necessária. Com tantas reviravoltas como as das ondas do mar.

Mais uma vez, o título espanta: Manual Para Mulheres de Limpeza. A autora, Lucia Berlin, é uma desconhecida em Portugal – e no mundo também -, pois publicou pouco. Mas neste Manual recupera-se essa falta pois é uma antologia dos seus textos, aqueles que a tornaram uma amada da crítica, que até a comparou a nomes de primeira linha da verdadeira literatura, tal como Raymond Carver, Proust ou Chekov. Sem exagerar, o que a torna interessante é o estilo pessoal que a distingue do trivial, mesmo que o cenário dos seus textos o seja. Principalmente, são histórias de mulheres e focam-se nos seus problemas. Seja o falhanço de um casamento, relatos de emigração ou amor e violência, mas sempre em cenários do dia-a-dia: no salão de cabeleireiro, lavandarias, consultórios de dentistas… Divertidos ou desastrosos, estão sempre próximos do leitor(a).

O escritor holandês, Herman Koch, foi apresentado aos leitores portugueses com o romance O Jantar. Que era um fabuloso, até hilariante, relatório sobre as relações sociais e o descaso da sociedade perante os sem-abrigo. Passou um pouco despercebido por cá, o que não impede insistir-se com o seu livro de maior sucesso: Casa de Férias com Piscina. São 400 páginas onde Koch volta a fazer uma divertida e cáustica análise sobre o estado da civilização, sem esquecer o humor e o suspense constante na sua escrita. É a história de dois amigos, um médico e outro que se torna seu paciente e morre. Assassinado? É a dúvida que o livro contém.

Lusofonia

Autor muito desaparecido da ribalta, Raduan Nassar volta a ser reeditado após ter recebido o Prémio Camões pela sua [reduzida] obra: três livros. Saiu há dias a sua novela, Um Copo de Cólera, um dos melhores exemplos da densidade da sua obra literária. Quando voltar de férias, se tiver gostado deste, terá o principal romance dele já disponível: Lavoura Arcaica.

De Moçambique chega o novíssimo Água, um romance de João Paulo Borges Coelho. Não sendo um autor desconhecido, também não é o mais popular, apesar dos livros já publicados em Portugal e dos vários prémios recebidos: José Craveirinha em 2004, no seu pais; Leya 2009, em Portugal. Subintitulado Uma novela rural, conta uma história em torno da água, escassa e valiosa, trabalhando com afinco e esplendor as suas duas personagens principais. Muito, muito interessante.

Biografia

Para quem gosta de autorretratos, À Margem – A Minha Vida na Intriga Internacional, é um ótimo exemplo do género. De autoria de Frederick Forsyth, um dos maiores nomes do thriller e conhecido dos leitores mal publicou o seu primeiro romance, Chacal. Começa assim: “Escapei por um triz à ira de um traficante de armas em Hamburgo, fui metralhado por um MIG durante a guerra civil da Nigéria, aterrei na Guiné-Bissau a meio de um golpe e estado, a Stasi prendeu-me…” É imperdível e, claro, muito bem escrito.

Não se pode dizer que A Sangue Frio seja exatamente uma biografia – não o é, decerto -, mas a reconstituição feita por Truman Capote sobre a morte de quatro membros da família Clutter assassinados a tiro sem uma aparente causa passa bem por isso. O escritor passou vários anos de volta do crime e biografa-o, tal como aos autores dos homicídios, Richard Hickock e Perry Smith,como até então nunca se tinha feito na literatura. Uma investigação que o lançou definitivamente e que, também, originou o fim da sua amizade com Harper Lee – que tinha efetuado muita da investigação e não teve direito a crédito.

Policial

Está na moda o policial, tal como o thriller já teve mais força, e nunca se leu tanto do género em Portugal – a não ser nos tempos de ouro da Coleção Vampiro. Entre os livros mais recentes, o grande destaque vai para A Viúva, assinado pela britânica Fiona Barton. A partir da sua experiência enquanto jornalista da área do crime, a autora foi observando muito dos comportamentos dos réus e dos seus familiares. A excelência deste policial resulta de conjugar uma sólida experiência profissional com um ótimo jeito para prender a atenção dos leitores no que respeita ao comportamento humano das vítimas e dos criminosos. Que neste caso envolve um marido pedófilo e uma mulher que prefere não ter conhecimento da verdade. É um volume exigente na atenção a dar-lhe mas, por outro lado, não se o consegue largar também.

Entre os grandes sucessos da Coleção Vampiro agora a ser reeditada após um interregno de vários anos de publicação continuada ao longo de quase sete décadas, está o volume O Imenso Adeus, do escritor de policiais Raymond Chandler. Um clássico entre os clássicos da literatura policial! Além de manter o interesse do leitor após tantos anos do seu lançamento, este Chandler leva quem o lê a um tempo bastante diferente de onde os policiais atuais se situam preferencialmente. Há mortes, mas não tão sofregamente descritas como fazem as novas estrelas nórdicas do género. É uma boa iniciação para quem desconhece o género, tal como são os anteriores autores lançados nesta coleção: S.S. Van Dine, Ellery Queen e Dashiell Hammett.

Se o autor de O Homem que Matou Sherlock Holmes, Graham Moore, começa por confessar que nesta obra é tudo ficção e as personagens fruto da imaginação de quem escreveu, é curioso que não deixe de agradecer à própria mãe por esta lhe ter ensinado a apreciar histórias de mistério quando tinha sete anos. Daí até à atualidade, esses grandes livros do policial não lhe saíram da imaginação, de tal modo que tornou Sherlock Holmes o herói do seu primeiro romance. Não é novato, pois só o fez após ter escrito vários guiões para filmes de sucesso anteriormente. Tudo se passa em volta de um diário perdido de Conan Doyle, nos cenários de uma Londres vitoriana e na atual Nova Iorque. Recomendado para quem gosta de policiais.

A escritora Camilla Läckberg é o maior fenómeno do policial em Portugal entre os inúmeros autores nórdicos que decidiram conquistar o mundo após o sucesso da trilogia Millennium de Stieg Larsson. Tanto assim que o seu mais recente romance, O Domador de Leões, entrou imediatamente para o topo das tabelas de vendas de livros do género. Tudo se continua a passar em Fjällbacka, onde surge uma adolescente seminua a cambalear de um bosque. Ao atravessar a estrada, é atropelada por um carro que não consegue evitar o incidente. A partir desse momento, a dupla que habitualmente protagoniza os seus livros, Patrik Hedström e Erica Falk, são convocados para esclarecer o mistério que rodeia a jovem. Um romance já clássico na carreira de Läckberg, que não engana jamais os seus leitores muito fiéis em Portugal.

Ensaio

Muito se tem falado de Hitler e do seu terrível livro, Mein Kampf, desde que voltou a ser permitido imprimi-lo na Alemanha. Essa edição em 2015 foi sendo repetida em vários países e Portugal não ficou de fora, com um par de traduções quase em simultâneo a esgotarem-se. Chega agora a vez de se poder ler um ensaio sobre o guia ideológico do ditador, bem como de milhões de alemães dessa época, uma leitura crítica de Albrecht Koschorke que explica o sentido das ideias do autor, em que contextualiza as edições iniciais e as que agora estão a chegar ao público. Se o tema interessa, este é o livro para promover algum esclarecimento sobre esta terrível matéria.

História

Afonso de Albuquerque, Corte, Cruzada e Império é o título da investigação histórica de Alexandra Pelúcia, que relata a vida de uma das figuras portuguesas que mais marcaram o mundo. Num breve resumo, diz-se desse cognominado O Grande, o César do Oriente, o Leão dos Mares, o Terribil e o Marte Português, como foram os tempos de vice-rei e governador da Índia portuguesa, com grande destaque do esforço para estabelecer o Império no oceano Índico. Se tivesse sido ainda mais bem sucedido, teria eliminado a importância de Meca para o islão, no entanto não deixou de causar o estertor ao poder de otomanos, árabes e hindus naquela parte do mundo.

A designação Templários sempre seduziu os leitores portugueses, daí que existam bastantes volumes sobre esta ordem religiosa e militar no nosso mercado editorial. O mais recente, intitulado apenas Templários, vem com a boa chancela do Canal História e da Penguin Random House. Faz o histórico da ordem e, como não podia deixar de ser, dedica dois capítulos específicos aos templários em Portugal. Um volume com uma investigação exaustiva, que relata o percurso e os muitos mitos desta importante ordem que tanto rezava como lutava.

Contos

A escritora Lídia Jorge vai intervalando romances com livros de contos frequentemente. Após o brilhante romance Os Memoráveis, publicou um conjunto de contos intitulado O Amor em Lobito Bay. Um nome pouco lusófono, mas cujo conteúdo reflete toda uma visão portuguesa da História na maior parte destes textos. Existem outros que se referem a outras realidades, a dos Estados Unidos ou a do Reino Unido, por exemplo, e que mostram o modo como um conto pode ter a dimensão próxima de um romance.

A reunião do espólio dos escritores mortos nem, sempre é uma boa ideia, daí que o aparecimento de uma coletânea de Todos os Contos, os de uma vida inteira de Clarice Lispector, seja uma questão a ponderar. Porque há textos iniciais, textos profissionais, textos mais ou menos bons. Aceita-se, contudo, pois os fãs da escritora não se encontram aos pontapés e os que adquirem este espesso volume têm interesse específico na sua obra. Um livro sobre o qual o escritor irlandês Colm Tóibín disse: “Um dos génios escondidos do século XX, na mesma liga de Flann O”Brien, Borges e Fernando Pessoa – original, acutilante e perturbador.”

Poesia

Poesia em tempo de férias? Sim, e não faltam poetas em Portugal com livros suficientes para cada dia do mês de agosto. Os últimos volumes de António Carlos Cortez, Cláudia R. Sampaio, Daniel Jonas, Filipa Leal, João Luís Barreto Guimarães e Miguel Cardoso, entre muitos outros, mostram como a poesia está viva. Entre as muitas publicações está a reedição do Vinte Poemas para Camões, de Manuel Alegre, um dos grandes poetas portugueses que evoca o principal nome dessa arte. Este volume reúne poemas de 1992, mais um atual, e é um prenúncio de outros que por aí virão.

Erotismo

Se os livros do moderno policial abundam, tal como os livros que reinventam situações eróticas ao género de thriller, surge agora um novo filão do erotismo que conjugam as facetas do sexo e do crime. O grande sucesso que corre o mundo é de L.S. Hilton e chama-se Maestra. Sinopse: “durante o dia, Judith Rashleigh trabalha numa prestigiada leiloeira de Londres. Quer uma carreira no mundo da arte e, apesar das origens humildes, tornou-se uma mulher sofisticada. Para fazer face às despesas, aceita trabalhar durante a noite como acompanhante num dos bares da capital.” Está tudo dito, mesmo que tenha sido o livro sensação da Feira de Londres 2015.

O próximo sucesso erótico tem por título A Rapariga do Calendário. A autora, Audrey Carlan, decidiu não só escrever este thriller erótico como levá-lo à exaustão: um volume por cada mês do ano. Sinopse: “Mia Saunders precisa de dinheiro. Tem um ano para pagar ao agiota que ameaça a vida do pai. Um milhão de dólares. A sua missão é simples: trabalhar como acompanhante de luxo.” Mais uma vez, está tudo dito.

Novela gráfica

Os Vampiros é um romance gráfico de autoria de Filipe Melo e Juan Cavia, que repetem colaboração anterior. O cenário é a Guiné-Portuguesa, em dezembro de 1972, no tempo da Guerra Colonial. É a história de um grupo de soldados portugueses que são destacados para uma operação secreta no Senegal, um grupo cujo moral se vai degradando conforme avança pelo terreno. Uma realidade que os portugueses teimam em manter desconhecida, mas que agora é passada ao desenho e poderá captar o interesse de muitos milhares de novos leitores para um assunto tabu na História de Portugal.

Infantojuvenil

No caso dos leitores mais jovens, a praia não é exatamente o melhor local para a leitura. No entanto, em casa há tempo e o álbum que junta o escritor Richard Zimler e o pintor Júlio Pomar, O Cão Que Comia a Chuva, pode ser um bom exemplo. O tema é atual, o bullying, e explica às crianças como perder o medo perante situações que enfrentam no seu dia-a-dia de uma forma menos cruel.

Passatempos

Sara Paz fez uma série de ilustrações que foram reunidas no volume para colorir sob o nome Os Nossos Heróis. Ou seja, quem desejar percorrer a nossa História pode começar por Viriato a preto e branco e dar-lhe vida, continuando com Vasco da Gama, Marquês de Pombal ou Amália Rodrigues, entre muitos outros, terminando com Salgueiro Maia. A acompanhar as gravuras há ainda questões para quem quiser mais do que dar ao dedo e ficar a saber mais da biografia de cada um dos que desenhou.

Para o fim, fica um género de livro que muito poucas vezes tem direito a existir com esta dimensão: 272 páginas. O Grande Livro do Quiz é um ótimo volume recheado de perguntas de cultura geral com 800 perguntas e trinta e dois jogos. Dá para se entreter só ou em família e com amigos. Se fizer 9 páginas por dia, chega ao fim das férias com o livro todo “lido”.

 

Artigo do Diário de Notícias

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